<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526</id><updated>2012-02-24T19:29:36.228-03:00</updated><title type='text'>ecoGnose</title><subtitle type='html'>Gnosis vem de gignósko, conhecer. Para os ecognósticos a Ecognose é um conhecimento da natureza que brota do coração, o sentido da vida humana ao perceber-se em interação com a natureza universal, permitindo o encontro do homem com sua Essência fundamental.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-8482813986815926314</id><published>2012-02-24T18:20:00.001-03:00</published><updated>2012-02-24T19:29:36.234-03:00</updated><title type='text'>Etnoterapêutica da Aiauasca: Ética e Memória</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zuB-mU7JPTo/T0f6rQBV1cI/AAAAAAAAAQs/bQ6t3uqR-Qg/s1600/o+retorno.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="290" src="http://3.bp.blogspot.com/-zuB-mU7JPTo/T0f6rQBV1cI/AAAAAAAAAQs/bQ6t3uqR-Qg/s400/o+retorno.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O Retorno, arte digital representando o encontro do Mestre Irineu Serra com o pajê Pisango no Alto Rio Acre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Todas as religiões são construções de identidades étnicas elaboradas por artífices humanos com base em experiências tanto sensoriais quanto parassensoriais (que independem dos sentidos proativamente): o que chamamos &lt;a href="http://pensandoemfamilia.com.br/blog/curiosidades/construto-cultural/" target="_blank"&gt;construtos culturais&lt;/a&gt;. A religiosidade é uma demanda espontânea do ser coletivo pela necessidade de uma regra comum e por isso os códigos de conduta religiosos foram as primeiras leis que a humanidade desenvolveu para seu alicerce, ainda antes de qualquer forma escrita, e, por isso os exercícios mnemônicos constantes nas recitações e litanias, a seleção de indivíduos hábeis ao aprendizado de memória, a necessidade da tradição oral para a conservação de segredos, e claro, também para a ocultação do sagrado que, de grosso modo, favorecia as benesses de classe pelo papel de “interlocutores privilegiados” com os poderes superiores da Natureza divinizada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Na Grécia Antiga, o Aedo era o Poeta-Cantor, e sua arte era considerada um culto à Memória. Esses artistas e suas celebrações rodeando um centro de força edificado como plataforma de contato interdimensional... foram comuns a muitas culturas em toda parte do mundo, o que é demonstrativo não de uma unidade cultural mas de uma universalidade da formação das religiões a partir a necessidade de edificar uma identidade étnica para servir como meio de controle das coletividades e também como parâmetro de suas interrelações sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não foi por acaso que o Estado Imperial Romano se metamorfoseou em Igreja Católica Apostólica Romana: se as instituições políticas perecem, um sistema político consegue se perpetuar se estiver embutido ou atrelado a um sistema religioso, pois este, enquanto cultura, permanece no âmago dos indivíduos e suas famílias, e não apenas na esfera pública. Enquanto Igreja, um Império pode chegar até a intimidade das pessoas, o que um Império enquanto submissão armada não consegue jamais ocupar. O monoteísmo imperialista surgiu como conceito no mundo mediterrâneo através do povo hebreu, por isso uma seita periférica como a dos cristãos conseguiu ser absorvida pelos romanos interessados em desenvolver um império hegemônico mundial. O profeta torturado sob o selo dos césares foi elevado ao panteão supremo por inspiração do Imperador Constantino, que viu sua mãe Helena absorver a exótica crença de modo surpreendente, e renovou o Império Romano ao criar o Cristianismo como religião de Estado. Na verdade, foi Constantino quem fundou a Igreja Católica nos moldes que conhecemos hoje, e não o Apóstolo Pedro, icônico pescador de almas, o velho galileu feito mártir em Roma sobre as comunidades étnicas de interação hebréia na geografia do Império, política que surgiu da inspiração de um intelectual que transitava entre tais culturas, o cidadão romano Saulo de Tarso. São Pedro e São Paulo comemoram-se no mesmo dia em Roma e em todas as igrejas do mundo romano desde então. Roma pereceu, mas a noção de Império Cristão permaneceu no chamado Ocidente até Carlos Magno representar sua integração com um sistema de linhagens das famílias reais das monarquias européias, onde se elaborou uma estrutura feudal de posse do espaço físico em uma dimensão espiritual, ou seja, cultural, internalizada, resistente pois persistente ao modo de atavismo inconsciente ou inconscientizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Bíblia diz que Salomão foi rei de muita sabedoria, e um dos dizeres a ele atribuídos menciona que não devemos confiar em nenhum homem, apenas em Deus. Se as religiões são construtos humanos, será que não podemos nelas confiar? Será que precisamos desconfiar de nossas religiões todas, que estão, enquanto referências culturais obrigatórias, incorporadas ao âmago de cada um ser humano? Precisamos, sim, não confiar nos homens e na obra dos homens, pois sua visão é demasiado estreita em relação à amplitude da visão de Deus. Passar pela porta estreita, como predica o Evangelho, não será então focar a visão em um objetivo? Excesso de foco nunca existe, o que acontece de existir são problemas de foco exclusivo ou visão multifocal: acredito que existam pessoas que necessitem de um tipo de aprendizado vivencial muito focado, e outras aprendam melhor por uma abordagem mais abrangente, mas é bem certo que é mais fácil trapacear, manipular ou deformar o aprendizado quando existe foco exclusivo, como na formação de tropas de elite, este o perigo dos fundamentalismos e fanatismos, vistam estes a face política ou a religiosa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Abre o olho, mané...” – em tupi-guarani, língua geral dos primeiros brasileiros, Mané é “pessoa”, enquanto no português do Brasil atual Mané é um manoelzinho, um estrangeiro tosco, sem percepção das diferenças daqui e de lá, que entende tudo ao pé da letra e não através das letras... A expressão popular de advertência ou alerta, mostra que aqui neste canto do mundo, onde muitas culturas em efervescência colidiram e continuam se misturando, esperto é quem percebe o seu redor e vê o jogo que avança&amp;nbsp; para melhor dominar a bola. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas porque seremos o Brasil um povo de visionários artistas que plasmaram tamanha identidade polidiversa, e que sente como necessidade o sonhar com uma cultura plural? A Jurema, no Nordeste brasileiro, como complexo cultural construtor de uma identidade étnica de resistência indígena, é o contraponto irmão da Aiauasca no Estado do Acre (no Peru se grafa Ayahuasca, mas qual o problema de se memorizar cinco vogais na ordem correta?), Aiauasca hoje já em realização de sua inclusão no Inventário Nacional de Referências Culturais – INRC, junto ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, do Ministério da Cultura. Em ambos complexos culturais vemos uma manifestação ritual de fundamentação espiritualista (de comunicação com espíritos de pessoas, vegetais, animais e minerais), com musicalidades próprias que remontam a origens precolombianas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-N5_lbEcfVPM/T0f6nkAvl6I/AAAAAAAAAQk/0omp92kT2RU/s1600/Pad+debulhando+feij%C3%A3o+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://4.bp.blogspot.com/-N5_lbEcfVPM/T0f6nkAvl6I/AAAAAAAAAQk/0omp92kT2RU/s400/Pad+debulhando+feij%C3%A3o+2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Modus vivendi&lt;/i&gt; etnoterapêutico: nos primeiros tempos da Vila Céu do Mapiá, sede do então Centro Eclético da Fluente Luz Universal “Raimundo Irineu Serra”, no Estado do Amazonas, momento da debulhação do feijão produzido pela comunidade aiauasqueira liderada pelo Padrinho Sebastião Mota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É curioso que, tendo sido o Catimbó de Jurema muito perseguido e menosprezado pelas sociedades nordestinas enquanto manifestação de uma religiosidade popular que teve de ficar oculta por destoar das convenções sociais e religiosas, ainda não houve suficiente mobilização nem da comunidade juremeira nem dos intelectuais da região para o reconhecimento dessa sua cultura de raiz, mas é interessante que, no Acre, tenha sido justamente por uma necessidade de legitimar essas manifestações religiosas populares que se tenham constituído os primeiros centros aiauasqueiros, os quais paulatinamente se coordenaram de modo a defender interesses comuns, e assim, baseando-se na atual legislação cultural, tenha se dado início ao processo de registro desse patrimônio da cultura popular. Segundo Antonio Alves, representante do Alto Santo na Câmara Temática da Ayahuasca em Rio Branco, esta iniciativa foi tomada no sentido de servir e colaborar com toda a sociedade brasileira, e é bem verdade que tais diretrizes estão previstas nos próprios fundamentos legais desses centros, o que a inclusão do tema da Aiauasca Indígena nesse INRC, enquanto demanda apresentada por jovens lideranças e pajés-cantores indígenas do Acre, deve também servir para ilustrar ao Povo da Jurema que o caminho do futuro é o entendimento do papel dessas bebidas rituais na etnoterapêutica peculiar a cada cultura.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O que Kariris-Xokós, em Alagoas, e o Povo Xakriabá, em Minas Gerais, encontraram na Jurema como instrumento de reconstrução de sua identidade étnica, é o mesmo que os Shipibo-Konibo, no Peru, e os Kuntanawa, no Brasil, estão fazendo com a Aiauasca: seu alicerce maior. E quando falarmos concretamente na Etnoterapêutica dessas plantas, estaremos começando a compreender as responsabilidades que todos os que desses saberes se querem adonar. “Há um tempo para cada coisa no mundo: um tempo para plantar, e outro para colher...” Um novo Cristianismo não-ideológico, que é mais uma ética endógena pela compreensão das energias que circulam no universo, está surgindo na floresta, pela interação de todos esses seres da Criação. 2014 promete! Vamos positivar nossa memória...!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-8482813986815926314?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/8482813986815926314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=8482813986815926314&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/8482813986815926314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/8482813986815926314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2012/02/etnoterapeutica-da-aiauasca-etica-e.html' title='Etnoterapêutica da Aiauasca: Ética e Memória'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zuB-mU7JPTo/T0f6rQBV1cI/AAAAAAAAAQs/bQ6t3uqR-Qg/s72-c/o+retorno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-7626929013272083045</id><published>2012-02-13T12:32:00.003-03:00</published><updated>2012-02-15T09:59:43.708-03:00</updated><title type='text'>Above the red pills</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-F0c_KsELnOI/TzkposLdaXI/AAAAAAAAAQE/ep77GzEg9nk/s1600/bluemarble2012c.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="341" src="http://1.bp.blogspot.com/-F0c_KsELnOI/TzkposLdaXI/AAAAAAAAAQE/ep77GzEg9nk/s400/bluemarble2012c.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: xx-small; line-height: 115%;"&gt;Pontos de vista estritamente culturais: o planeta Terra não possui parte de cima ou parte de baixo, não tem cabeça nem pés – a representação cartográfica ocidental é que desenha o hemisfério norte na parte superior, enquanto a antiga tradição oriental ilustra o hemisfério sul na parte de cima de seus mapas. Em verdade, o pólo magnético positivo do planeta está na Antártida, e o negativo no Círculo Ártico. Nesta foto recente da &lt;a href="http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2159.html" target="_blank"&gt;NASA&lt;/a&gt;, que invertemos, imaginamos como desde o espaço poderia ser enxergada a Península do Yucatán, e suas águas verdes, como um ponto estratégico na espinha dorsal de dois continentes: a Amazônia e os Andes assim nos aparecem ao fundo, entre nuvens. Mudando o ponto de referência, a visão muda e a compreensão da visão se amplia.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 8pt; line-height: 115%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 8pt; line-height: 115%;"&gt;. &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;A grande matrix que te sujeita é a cultura que formatou teu modo de conhecimento. A grande matrix que nos tem escravos é a matriz cultural que nos enquadra. Todo o construto das diferentes culturas humanas procura servi-las como alicerce: propagam-se definidamente em direção a um termo infinitivo, que por guardar semelhança com seu próprio princípio pretende ser compreendido ou apreendido como uma conexão com a Criação Divinal. Isso explica porque religião e teatro surgem ao mesmo tempo, assim como antes religiosidade e música haviam despertado juntas no coração do bicho-homem: manifestaram-se como celebrações da identidade cultural de uma coletividade espelhada em si e em contraponto em relação às demais identidades por ela reconhecíveis como membros de uma coletividade maior ou não. O horizonte mais amplo de uma humanidade planetária ainda está sendo esclarecido e compreendido pelas culturas do planeta, e sua ignorância está diretamente ligada às manipulações do sistema econômico mundial sobre a vida cotidiana das pessoas e que a influenciam com programações mentais de consumismo de massa, descartabilidade das relações humanas e &lt;a href="http://unzuhause77.blogspot.com/2007/07/paradigma-ou-paradogma.html" target="_blank"&gt;paradogmas&lt;/a&gt; como&amp;nbsp; “Tempo é Dinheiro” e outros &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme" target="_blank"&gt;memes&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;O que sabe tocar o espírito do homem é a Cultura, e neste intuito é que as culturas ancestrais, enquanto as primeiras construções de identidades étnicas, foram sempre forjadas pelos pajés, xamãs, sacerdotes, os poetas e professores de cada povo, pois eruditos sempre se instruíram entre estes poucos agraciados pelas conjunturas sociais de trabalho, que podiam encontrar tempo de se dedicar à interiorização necessária para a concepção da arte identitária e o exercício da filosofia. Vir a interpretar todos tais construtos culturais (cuja permanência no tempo reforçou um aspecto mágico de imortalidade) como propostas salvíficas ou escatológicas, talvez seja caso de mera miopia etnocêntrica, mas é bem verdade que em muitos casos se apresenta uma ideia de renovação comparável à redenção do ideário cristão. O pináculo da Torre de Babel pode, entretanto, sinalizar que o que os construtos culturais pretendem é “tocar a fonte da Criação”, e como isto é utopia, toda cultura muito fechada em si como uma torre&amp;nbsp; tenderá a colapsar em sua estrutura e fragmentar-se em culturas que perdem então a capacidade de dialogar umas com as outras. O refazer do processo construtivo só se torna então possível com a mudança da estrutura original para outro diagrama de composição e outras vias de ação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-W8vXYausN-g/TzkpwG72t4I/AAAAAAAAAQM/BUFBu5Xlle8/s1600/ASTRONAUTA.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="243" src="http://1.bp.blogspot.com/-W8vXYausN-g/TzkpwG72t4I/AAAAAAAAAQM/BUFBu5Xlle8/s320/ASTRONAUTA.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;"&lt;a href="http://www.ikerjimenez.com/reportajes/el-cerro-de-los-astronautas/" target="_blank"&gt;O Astronauta&lt;/a&gt;", geoglifo do Vale de Nazca, no Peru&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Os complexos sistemas culturais ao longo de gerações sempre enfrentam transformações e contingências adversas pelas quais têm de se adaptar, em muitos casos se mesclar, pois ou buscam sobreviver ou são extintos. Impressionante é que seres humanos pereçam ao longo de todas as suas vidas por injunção de choques culturais promovidos pela interação ou competição econômica entre nações, e que um número ainda maior deles termine vitimado pelo próprio sistema cultural na conjunção tempo/espaço em que nasceu e que hostiliza, reprime ou impede uma livre expressão de suas personalidades ou habilidades.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;A revolução tecnológica hodierna vem possibilitando a formação de uma &lt;a href="http://www.com.ufv.br/disciplinas/cibercultura/2011/06/cultura-da-convergencia-por-henry-jenkins-2/" target="_blank"&gt;Cultura de Convergência&lt;/a&gt;, teorizada por Henry Jenkins em 2007. Mas o vislumbre de uma Cultura Humana global, multidimensional e multidiversa, só será possível quando a interface dessas matrizes culturais se reconverter em uma outra harmônica espacial. Será este o nosso grande dever de casa? Sabemos que a Terra, mãe de todos, mãe de nós e mãe dos outros, agradecerá a cada um que abrir as portas da consciência a esta nova Sincronia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;"O Sonho é ver as formas invisíveis &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Da distância imprecisa, e, com sensíveis &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Momentos de espr'ança e da vontade, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Buscar um linha fina do Horizonte -&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;A árvore, a praia, a flor, a ave, a ponte &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;- Os beijos merecidos da verdade" &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;("&lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/fpesso03.html" target="_blank"&gt;Horizonte&lt;/a&gt;", poema de Fernando Pessoa )&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Para participar do projeto de criação de uma Aldeia Multi-Étnica modelar no Estado do Acre, Amazônia, Brasil, entrem em contato: &lt;a href="mailto:ecognose@gmail.com"&gt;ecognose@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-7626929013272083045?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/7626929013272083045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=7626929013272083045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/7626929013272083045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/7626929013272083045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2012/02/above-red-pills.html' title='Above the red pills'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-F0c_KsELnOI/TzkposLdaXI/AAAAAAAAAQE/ep77GzEg9nk/s72-c/bluemarble2012c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-5452208552420786137</id><published>2012-02-01T13:24:00.001-03:00</published><updated>2012-02-07T17:48:39.676-03:00</updated><title type='text'>Um futuro para os jovens estudantes indígenas do Acre</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BNPjutb0MYU/TylmBZO-htI/AAAAAAAAAP8/uiUqssq9axA/s1600/osena.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="512" src="http://1.bp.blogspot.com/-BNPjutb0MYU/TylmBZO-htI/AAAAAAAAAP8/uiUqssq9axA/s640/osena.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A notícia boa que nos chega é que foi aprovado no vestibular indígena para a carreira de Medicina, na Universidade Federal de São Carlos, no interior de São Paulo, o jovem hunikuin Ornaldo Baltazar Sena, Ibã. Ele é filho do agente de saúde Francisco Senhorzinho Sereno Sena, pajé do Jordão, e sobrinho do grande liderança Francisco Sabino, da Aldeia Posto de Vigilância Novo Segredo, nas cabeceiras do Jordão.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O mérito do jovem txai se deve também ao suporte que uma família "nauá" (como os hunikuin chamam os vizinhos brancos) ofereceu a ele, proporcionando um ensino médio de qualidade na capital do estado. Com certeza, para o Sr. Carlos Freire e seus familiares, que o ampararam aqui em Rio Branco, esta é uma alegria&amp;nbsp;também por contribuir com a sociedade acreana em geral e em especial com a sociedade indígena, pois&amp;nbsp;este primeiro índio acreano quando se formar médico servirá certamente de&amp;nbsp;estímulo à formação de muitos outros jovens das etnias aqui representadas no estado.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Neste ponto, será importante re-pensar a educação indígena no Acre, pois a identificação de potenciais humanos a partir de testes vocacionais ainda não é praticada, ainda&amp;nbsp;não há uniformização entre o material&amp;nbsp;didático das escolas estaduais indígenas&amp;nbsp;e o&amp;nbsp;proporcionado por&amp;nbsp;muitas escolas indígenas municipais existentes no estado, ainda não existe possibilidade de conclusão do ensino fundamental&amp;nbsp;na maioria das escolas indígenas em especial quanto à sétima e oitava séries, ainda&amp;nbsp;precisa ser criado material didático específico em nível de ensino médio sobre geografia, história e ciências naturais,&amp;nbsp;e isto quando existir um ensino médio diferenciado a ser oferecido aos estudantes indígenas que lhes possibilite ingressar no ensino superior com capacidade de&amp;nbsp;graduar-se. É a isto que as propostas de autonomia indígena direcionam: o aproveitamento dos potenciais humanos dentro das comunidades de modo a conduzir seus moradores ao progresso autossustentável.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Poderia falar aqui sobre a dívida da população acreana com&amp;nbsp;o seu contingente indígena,&amp;nbsp;massacrado no processo de abertura das frentes colonizadoras brasileiras e depois no contexto da administração federal do território, para defender&amp;nbsp;cotas para estudantes indígenas na UFAC, mas não cabe a mim tal alerta. Falando positivamente, em termos de redes sociais, é importante lembrar ao governo estadual que, uma das propagandas mais inteligentes que podemos fazer do Acre divulgando o seu turismo e as suas vantagens&amp;nbsp;é através da valorização do nosso patrimônio cultural, do nosso diferencial cultural. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Uma peça de artesanato têxtil indígena que se venda em Milão ou&amp;nbsp;Camberra, é uma propaganda muito eficiente junto a pessoas de excelente nível social e cultural, se constar nesse produto&amp;nbsp;a marca de nosso estado. Um pajé ou tuxaua que se apresente em Toronto ou em&amp;nbsp;Cusco,&amp;nbsp;manifestando a produção cultural de seu povo e sua cosmologia ancestral, é um atrativo&amp;nbsp;e fomenta atividades empreendedoras ligadas ao turismo. Um estudante indígena do Acre que se destaque, como Ornaldo Ibã o está fazendo, dignifica todo o &lt;a href="http://www.cpiacre.org.br/cpiacre.php"&gt;sistema de educação indígena diferenciada no estado&lt;/a&gt;. Precisam ser valorizados, pois estes são nossos embaixadores da selva, que se destacam e obtém espaço na mídia, como Haru Kuntanawa e Shaneihu Yawanawa, artífices da construção da florestania, porque, perdoe esse meu entender se equivocado, isso de florestania não é mesmo uma ideologia senão um estado de espírito, e tal estado de espírito é a realização da Aliança dos Povos da Floresta no seio das famílias que em defesa do patrimônio da floresta se pacificaram. É algo que já existia antes de ser nomeado, e entretanto&amp;nbsp;é ainda um processo em construção pelos próprios moradores do Acre.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Moradores do Acre, e não apenas eleitores, eu falei: porque os indígenas no Acre podem representar uma força eleitoral pouco expressiva, a não ser em municípios muito pequenos como Santa Rosa do Purus ou Porto Walter, e não terem uma eficaz articulação política e suporte financeiro a nível estadual para assegurar o devido acesso de todas as etnias às decisões participativas, mas possuem importância fundamental no processo de construção da moderna sociedade acreana, sendo eles que estabelecem, através de seu empenho em valorizar suas culturas tradicionais e formar novas gerações de indígenas acreanos com sua dignidade de vida assegurada, um enorme potencial de utilização das redes sociais internacionais para benefício não apenas das comunidades indígenas mas do estado como um todo, é isso o que gostaríamos de ver incluído na visão dos gestores da nossa administração pública, para um futuro melhor para todos. "Nosso saber é nossa marca": este lema, do Instituto Indígena Brasileiro de Propriedade Intelectual, criado a partir da iniciativa dos pajés de diferentes etnias brasileiras, cabe muito bem para ilustrar essa nossa vontade de dar valor ao que é da nossa terra.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Contatos com o estudante indígena: &lt;a href="mailto:ornaldosenna@gmail.com"&gt;ornaldosenna@gmail.com&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-5452208552420786137?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/5452208552420786137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=5452208552420786137&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/5452208552420786137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/5452208552420786137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2012/02/um-futuro-para-os-jovens-estudantes.html' title='Um futuro para os jovens estudantes indígenas do Acre'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BNPjutb0MYU/TylmBZO-htI/AAAAAAAAAP8/uiUqssq9axA/s72-c/osena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-2632615861045444380</id><published>2011-08-05T20:16:00.000-03:00</published><updated>2011-08-05T20:16:32.013-03:00</updated><title type='text'>Consciência Universal</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/gxLfcqtr3M8" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-2632615861045444380?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/2632615861045444380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=2632615861045444380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/2632615861045444380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/2632615861045444380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2011/08/consciencia-universal.html' title='Consciência Universal'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/gxLfcqtr3M8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-9109170692816649190</id><published>2011-06-25T20:42:00.006-03:00</published><updated>2011-07-04T23:36:15.633-03:00</updated><title type='text'>Memória Pano, Geoglifos e o Paititi</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-c8iAJidZfvg/TgZjIG5b3jI/AAAAAAAAAPw/saFWqfTxTj8/s1600/paititi_imperio-do-brasil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://1.bp.blogspot.com/-c8iAJidZfvg/TgZjIG5b3jI/AAAAAAAAAPw/saFWqfTxTj8/s320/paititi_imperio-do-brasil.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mapa do Império do Brasil onde consta o Rio Juruá como o antigo Amarumayu dos Inkas (fonte: &lt;a href="http://www.eldoradocolombia.com/el_lugar_de_paititi.html"&gt;Eldorado - Colombia&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No Brasil geoglifos podem ser encontrados, principalmente na região do Vale do Acre, entre os rios Acre, Iquiri e Abunã, na rota que vai de Rio Branco à Xapuri (já foram encontrados também em outras regiões do Acre, em Rondonia e no Rio Grande do Sul). Nesta região, foram encontrados apenas geoglifos geométricos - círculos, quadrados, retângulos e espirais.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os geoglifos acreanos foram descobertos no final da década de 70, quando o avanço das frentes de expansão agrícola do sul do Brasil rumo à Amazônia retirou a cobertura florestal de milhares de quilômetros quadrados. Essa mudança na paisagem possibilitou observar a existência de desenhos geométricos escavados em baixo relevo.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1977, como parte do inventário do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas da Bacia Amazônica (PRONABA), foi registrada pela primeira vez, nas imediações da sede da Fazenda Palmares, a ocorrência de estruturas de terra de forma geométricas, posteriormente chamadas de geoglifos. As pesquisas do PRONAPABA no Acre, coordenadas pelo do Prof. Dr. Ondemar Ferreira Dias Junior da UFRJ, contaram com a participação de Franklin Levy do IAB e Alceu Ranzi da UFAC.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente estão registrados 110 pontos de ocorrência de Geoglifos no Estado, totalizando a existência de 138 figuras, distribuídas em uma área de 270 quilômetros entre Xapuri e Boca do Acre, no sul do Amazonas. Acredita-se que apenas 10% do total presumível de geoglifos foram localizados até agora, em parte devido à densidade da vegetação. Eles ainda são um grande mistério para os pesquisadores, mas crescem as possibilidades de terem sido construídos por uma civilização que viveu entre 800 e 2000 anos atrás.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Sendo assim, o que esperamos as pesquisas arqueológicas permitirão revelar, em especial nos geoglifos que foram menos destruídos por antropismos, é que houvessem relações entre os habitantes desse complexo civilizatório de selva e o Império dos Inkas.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sbayvPpcRCA/TgZqJfIzkuI/AAAAAAAAAP4/s6KDdlAdB0M/s1600/geoglyphs.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" src="http://2.bp.blogspot.com/-sbayvPpcRCA/TgZqJfIzkuI/AAAAAAAAAP4/s6KDdlAdB0M/s320/geoglyphs.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;- &lt;i&gt;¿Dónde está el Inca?&lt;/i&gt; - perguntara um espanhol. (Onde está o Inca?)&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;- &lt;i&gt;El Inca, la corona y muchas otras cosas más&lt;/i&gt; - respondera - e&lt;i&gt;stán en la unión del rió Paititi y el rió Pamara (desaparecidos en el tiempo) a tres días del río Manu&lt;/i&gt;. (O Inca, a coroa e muitas coisas mais estão na união do rio Paititi e do rio Pamara (desaparecidos no tempo) a três dias do rio Manu.)&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;.&lt;/div&gt;Durante a febre de ouro da conquista espanhola do antigo Império do Tawantinsuyu, um dos comandantes, Pedro de Candia, lugar-tenente de Francisco Pizarro, foi o primeiro a  aventurar-se pela floresta do Madre de Dios, procurando uma cidade de ouro chamada Ambaya.  Saiu de Paucartambo no ano de 1538 com seicentos homens, avançando na  selva tropical por cerca de 150 quilômetros. No entanto, foi atacado por  ferozes nativos que o fizeram retornar a Cusco. Contava a lenda que havia uma cidade ali, a dez dias a leste de Cusco, fundada pelos deuses e que era irmã gêmea da capital do Império Inca - o nome quíchua &lt;b&gt;&lt;i&gt;Paikikin&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;significa "igual a". Segundo essa crença existiria, ainda hoje, uma cidade subterrânea, no subsolo, em plena atividade. O senhor de Paititi (chamada assim pelos espanhóis), depositário da sabedoria oculta de uma civilização muito antiga, estaria esperando o momento certo de voltar ao mundo "de fora" para restabelecer a ordem que se rompeu no passado.&lt;br /&gt;. &lt;br /&gt;Em 2001 o arqueólogo italiano Mario Polia descobriu, nos arquivos do  Vaticano, uma importante carta que faz parte da História Peruana, uma  coleção de volumes escritos entre 1567 a 1625. O manuscrito, do qual se  desconhece  autor e data, descreve a narração feita pelo jesuíta Padre  Andrea Lopez  ao Padre Geral da Companhia de Jesus (Claudio Acquaviva,  de 1581 a 1615, ou Muzio Vitelleschi, de 1615 a 1645), provavelmente nos  primeiros anos do século XVII, e foi enviado ao Papa Clemente VIII.  Além de descrever uma cidade que seria Paititi, relata um "milagre"  ocorrido lá e a conversão de  pessoas vinda do Reino de Paititi.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_jqzOXFh2uA/TgZi-15-eOI/AAAAAAAAAPo/6kvoxueQ3BU/s1600/506px-Foto33.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://3.bp.blogspot.com/-_jqzOXFh2uA/TgZi-15-eOI/AAAAAAAAAPo/6kvoxueQ3BU/s320/506px-Foto33.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Serge Huhn, em "Homens e Civilizações Fantásticas" (Hemus,  1971), assinala as pesquisas dos esoteristas europeus sobre o Paititi:&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;"&lt;i&gt;O segredo dos Andes&lt;/i&gt; : tal é o titulo de uma obra inglesa muito curiosa (...) , obra de alto dignitário de diversas sociedades secretas iniciáticas , entre elas a Ordem Antiga da Ametista e a Ordem da Mão Vermelha - dois ramos sob a proteção dos Rosa-Cruzes. O autor, conservando o anonimato, revela apenas o seu prenome: "Irmão Philippe".&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Este testemunho extraordinário traz incriveis revelações sobre a sobrevivência secreta, na América pré-colombiana, de toda a herança espiritual, cientifica e oculta, tanto da Lemúria quanto da Atlântida. O saber dessas duas civilizações lendárias estaria conservado na cidade perdida. Sabemos assim o que era o gigantesco disco de ouro translúcido que está conservado no templo mais sagrado dos Incas, suspenso ao teto por cordas de ouro puro. Este disco provinha da antiga Lemúria, de onde teria trazido por um casal divino em uma nave aérea chamada Agulha de Prata.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;"&lt;i&gt;Diante dêsse disco, sobre um altar de pedra , brilhava a luz branca eterna da chama cristalina Maxin, a luz divina ilimitada da criação. Este disco não era sómente&amp;nbsp; objeto de adoração e a representação simbólica do Sol, mas também instrumento cientifico cuja pujança era segredo da antiga raça dos tempos passados. Usado&amp;nbsp; em conexão com um sistema de espelhos de ouro puro, de refletores e de lentes, curava os doentes que estavam no templo de luz. Além disso, era um ponto focal de concentração de qualidade dimensional; batido de certo modo, emitia vibrações que podiam provocar terremotos e mesmo mudança na rotação da Terra. Regulado no comprimento de onda de um indivíduo, particular, permitia-lhe transportar-se para tôda parte que quisesse, simplesmente pela representação mental do lugar a que desejasse ir".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;Os espanhóis jamais puderam apoderar-se do disco de ouro; encontraram o templo vazio. O disco tinha sido cuidadosamente escondido num monastério subterrâneo dos Andes, situado perto do lago Titicaca. Ali estaria ainda.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;Em 1957, a Ordem da Mão Vermelha enviou uma expedição arqueológica , sob a direção do "&lt;i&gt;Irmão Phillipe&lt;/i&gt;". Após ter estudado metódicamente o planalto de Marcahuasi , de estranhos rochedos esculpidos , esta expedição se dirigiu para o Este, em direção das cidades misteriosas de Paititi , para as cidades atlantes escondidas no coração do "&lt;i&gt;Inferno Verde&lt;/i&gt;" da selva sul-americana. A 10 de julho de 1957 ela descobriu ruinas fantásticas, com extraordinários monumentos, como uma rocha toda coberta de inscrições em lingua desconhecida, e petroglifos. Uma das figuras simbólicas representava um rapaz com capacete mostrando o Ocidente, direção da cidade perdida e da Atlântida submersa. As lendas da tribo Machiguenga , tribo indigena que ocupa o território onde se encontraram as ruinas, indicavam&amp;nbsp; - &amp;nbsp; pormenor capital&amp;nbsp; -&amp;nbsp;&amp;nbsp; contatos que seus antepassados tiveram com os "&lt;i&gt;povos do céu&lt;/i&gt;" ; eles narravam a série de catastrofes que se tinham produzido no curso dêsse longinquo passado, época sem dúvida do afundamento da Lemúria, do levantamento dos&amp;nbsp; Andes e de Tiahuanaco a muitos milhares de metros acima do nivel do oceano à margem do qual tinha sido construida a "&lt;i&gt;cidade dos gigantes".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;. &lt;br /&gt;A procura dessa civilização perdida nunca cessou. Só nos anos sessenta do século 20, o peruano Carlos Neuenshwander Landa realizou vinte e sete expedições em busca de Paititi, sobretudo na área do Parque Nacional do Manu. Em 1970 três aventureiros, o americano Nichols e os franceses Debrù e Puel desapareceram na zona do Parque Nacional do Manu procurando por Paititi. Em 1979, o casal franco-peruano Herbert e Nicole Cartagena, guiados pelo peruano Goyo Toledo, descobriram uma localização incaica, situada junto ao Rio Mameria, afluente do Nistron, por sua vez, afluente do Alto Madre de Dios, o que foi relatado em um livro, "&lt;i&gt;Paititi, dernier refuge des Incas" &lt;/i&gt;(1981). Em 1980, Goyo Toledo retornou, a pé, até Mameria, a primeira pessoa a fazê-lo desde a época dos Incas. Sucessivos estudos conduzidos pelo explorador americano Gregory Deyermenjian tem comprovado que Mameria, mesmo não sendo Paititi, era um importante posto avançado incaico no vale do Rio Nistron para abastecer de coca o Império. Gregory Deyermenjian realizou numerosas expedições na região de Pantiacolla, remoto território entre Cusco e Madre de Dios. Descobriu, estudou e percorreu um antigo caminho inca pavimentado em pedra que, desde a Meseta de Pantiacolla conduz até a selva mas que, ainda não foi explorado completamente. Talvez lá encontremos indícios mais conclusivos sobre as relações estabelecidas em tempo do Império dos Inkas com as nações da selva amazônica.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kIezdMEMPk4/TgZn-bLB40I/AAAAAAAAAP0/Eo5qBpuikwc/s1600/macro_pano.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-kIezdMEMPk4/TgZn-bLB40I/AAAAAAAAAP0/Eo5qBpuikwc/s640/macro_pano.gif" width="401" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Neste ano do Centenário da Descoberta das Ruínas de Machu Picchu no Peru, e baseando-me no fato histórico de que&amp;nbsp; foi no século 14 que o quinto Inka, Cápaq Yupanki (o mesmo que deu início a uma linhagem usurpadora, havendo conspirado contra seu irmão Tarko Wamán, herdeiro do Império), ordenou as primeiras entradas na região de selva para plantio de coca na área de Madre de Dios, quero propor a tese de que o nome de Paititi representa não uma cidade, mas todo o complexo civilizatório do qual hoje seus restos mais visíveis são os geoglifos encontrados no Brasil e Bolívia. Este complexo civilizatório seria composto por clãs tribais, uma confederação desses clãs. Ora, um clã constitui-se num grupo de pessoas unidas por parentesco e linhagem e que é definido pela descendência de um ancestral comum. Mesmo se os reais padrões de consangüinidade forem desconhecidos, não obstante os membros do clã reconhecem um membro fundador ou ancestral maior. Como o parentesco baseado em laços pode ser de natureza meramente simbólica, alguns clãs compartilham um ancestral comum "estipulado", o qual é um símbolo da unidade do clã. Quando este ancestral não é humano, é referenciado como um totem animal. No caso, esta confederação de clãs que existia até o século 14, teria sofrido desde então uma grande diáspora e consiste no que hoje conhecemos como Povos Pano. Muitos buscaram novas formas de unificação, em especial os Shipibo e Hunikuin, que hoje vem a ser os grupos mais numerosos no Peru e Brasil, respectivamente.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A propósito, um relato do peruano Garcilaso de la Vega no século 16 nos é muito interessante por explicar como a forma com que os espanhóis passaram a celebrar a festa do Corpus Christi em Cusco desde 1571 esteve relacionada com um ancestral cortejo de clãs tribais que se realizava na capital do Império dos Inkas:&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;" Os caciques de todo o distrito daquela grande cidade vinham até ela a solenizar a festa, acompanhados de seus parentes e de toda a gente nobre de suas províncias. Traziam todas as galas, ornamentos e invenções que no tempo de seus reis Inkas usavam na celebração de suas maiores festas. (...) ; cada nação trazia o brasão&lt;i&gt; (desenho)&lt;/i&gt; de sua linhagem, de onde se prezava descender.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;.&lt;br /&gt;Uns vinham (...) vestidos com pele de puma, e suas cabeças encaixadas nas do animal, porque se prezavam descender de um puma. Outros traziam as asas de uma ave muito grande a que chamam condor colocadas nas costas, como as que usam os anjos, porque se prezam descender daquela ave. E assim vinham outros com outras divisas pintadas, como pontes, rios, lagos, serras, montes, cavernas, porque diziam que seus primeiros antepassados saíram daquelas coisas. Traziam outras divisas estranhas, como as roupas chapeadas de ouro e prata. Outros com guirlandas de ouro e prata; outros vinham como monstros, com máscaras feíssimas, e nas mãos peles de diversos animais, como que os houvessem caçado, fazendo grandes gestos, fingindo-se loucos e tontos, para agradar a seus reis de todas as maneiras, uns com grandezas e riquezas e outros com loucuras e misérias, e cada província com o que lhe parecia que era melhor invenção, de maior solenidade, de maior fausto, de maior disparate e loucura, que compreendiam bem que a variedade das coisas deleitava a vista e acrescentava gosto e prazer aos ânimos. Com estas coisas, e outras muitas que se podem imaginar, que já não acerto a descreve-las, solenizavam aqueles índios as festas de seus reis. Com as mesmas (aumentando-as em tudo o mais que podiam) celebravam em meus tempos a festa do Santíssimo Sacramento.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;.&lt;br /&gt;O cabildo da igreja e o da cidade faziam por sua parte o que convinha à solenidade da festa. Faziam um tablado no átrio da igreja, na parte de fora que sai à praça, onde punham o Santíssimo Sacramento em uma formosa custódia de ouro e prata. O cabildo da igreja se colocava do lado direito, e o da cidade do lado esquerdo. Junto a eles ficavam os incas que haviam sobrado do sangue real, para honrar-lhes e fazer alguma demonstração de que aquele Império era deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;.&lt;br /&gt;Os índios de cada localidade passavam com suas andas, com toda sua parentela e acompanhamento, cantando cada província em sua própria língua materna, e não na língua geral da corte &lt;i&gt;(quíchua)&lt;/i&gt;, para diferenciarem-se umas nações das outras. Levavam seus tambores, flautas, buzinas e outros instrumentos rústicos musicais. Muitas províncias levavam suas mulheres depois dos varões, que lhes ajudavam a tocar e cantar. Os cantares que iam dizendo eram em louvor de Deus Nosso Senhor, dando-lhe graças pela mercê que lhes havia feito em traze-los a seu verdadeiro conhecimento. Também rendiam graças aos espanhóis, sacerdotes e seculares, por haverem lhes ensinado a doutrina cristã &lt;i&gt;(sic)&lt;/i&gt;. Outras províncias iam sem mulheres, apenas os varões; enfim, era tudo semelhante ao uso no tempo de seus reis.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;(...) Entrava cada nação por sua antiguidade (de acordo como foram conquistados pelos Inkas), que os mais modernos eram os primeiros, e assim os segundos e terceiros, até os últimos, que eram os incas. Estes iam adiante dos sacerdotes, em pelotão de menos gente e maior pobreza, porque haviam perdido todo seu Império, e suas casas e herdades, e suas propriedades particulares".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/vPJ4CJ53QuQ" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Não deixem de ler "&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0104-93132000000200001"&gt;O inca pano: mito, história e modelos etnológicos&lt;/a&gt;", de Óscar Calavia Sáez. Visitem o site &lt;a href="http://www.geoglifos.com.br/"&gt;Geoglifos&lt;/a&gt;, e leiam também "&lt;a href="http://www.geoglifos.com.br/Schaan.pdf"&gt;Geoglifos do Acre - Novos Desafios para a Arqueologia Amazônica&lt;/a&gt;", de Denise Schaan, Miriam Bueno e Alceu Ranzi. No blog Mensageiros do Amanhecer, conheçam mais sobre os &lt;a href="http://ensinamentos-das-pleiades.blogspot.com/2011/01/geoglifos-de-rondonia-indicios-da.html"&gt;Geoglifos de Rondônia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Joaquim Cunha da Silva apresenta em seu blog &lt;a href="http://eldorado-paititi.blogspot.com/2010_04_01_archive.html"&gt;Eldorado-Paititi&lt;/a&gt; a tese da correlação entre os achados dos geoglifos e o Paititi. Leiam mais sobre o Paititi em &lt;a href="http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Pait%C3%ADti"&gt;FANTASTIPEDIA&lt;/a&gt;&lt;a href="http://geocities.ws/rsmaike/Eldorado.html"&gt;&lt;/a&gt;. Os artigos "&lt;a href="http://www.yurileveratto.com/it/articolo.php?Id=107"&gt;L'interminabile ricerca del Paititi e l'analisi del manoscritto di Andrea Lopez&lt;/a&gt;", e "&lt;a href="http://www.yurileveratto.com/it/articolo.php?Id=133"&gt;Il Regno Amazzonico del Paititi&lt;/a&gt;" podem ser conhecidos no site de Yuri Leveratto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-9109170692816649190?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/9109170692816649190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=9109170692816649190&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/9109170692816649190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/9109170692816649190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2011/06/memoria-pano-geoglifos-e-o-paititi.html' title='Memória Pano, Geoglifos e o Paititi'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-c8iAJidZfvg/TgZjIG5b3jI/AAAAAAAAAPw/saFWqfTxTj8/s72-c/paititi_imperio-do-brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-380627186884103908</id><published>2011-05-23T15:32:00.005-03:00</published><updated>2011-05-24T17:11:54.797-03:00</updated><title type='text'>Xinã Shabá</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BTKVQUQDGtc/Tdqd0KbhbSI/AAAAAAAAAPk/d0rS7MMcXQw/s1600/xb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-BTKVQUQDGtc/Tdqd0KbhbSI/AAAAAAAAAPk/d0rS7MMcXQw/s1600/xb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; text-align: center;"&gt;XINÃ SHABÁ - NOVA AURORA NO HORIZONTE PANO&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; text-align: center;"&gt;por Eduardo Paemuka&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outrora havia pelas veredas aquáticas da floresta imperial, no sertão verde do que hoje vem a ser a Amazônia Ocidental brasileira, uma confederação de clãs tribais, com uso de semelhante (e semelhantes) raiz linguística e fundamentos culturais no concernente à sobrevivência e permanência em uma terra já ancestral. Agora conhecidos como povos Pano, nomeação moderna que procede apenas do nome particular de um extinto clã ligado ao grupo Shipibo ou Shipinawa, em verdade todos oriundos de um antigo complexo civilizacional que formava o que os primeiros narradores europeus conheceram como o Paitite, de cuja existência comprovada apenas restam alguns geoglifos curiosos na selva boliviana, com poucos achados na margem oeste do Rio Acre, o que indica que a dispersão do Paitite, quando do avanço dos Inkas na região do Antisuyu, ocorreu na direção das cabeceiras do Purus e Juruá, possivelmente por volta do século 13 segundo a cronologia peruana. Só seriam atingidos pela presença espanhola a partir do século 18, sendo que na virada do século 19 para o 20 é que o processo etnocida da empresa colonista republicana atingiu seu ápice, extinguindo-se então cerca de dois terços dos clãs Pano mesmo com a amálgama entre sobreviventes de aldeias destruídas pela ação de peruanos e brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudados pela Etnografia brasileira na obra basal do historiador cearense Capistrano de Abreu, o "Rã-Txá Huni-Kuin", gramática que em 2014 completará um centenário de sua publicação pioneira (ocasião propícia para uma nova edição, em projeto para incluir agora uma avaliação por parte de membros de sua etnia que já não apenas escrevem e leem em sua língua materna mas também são professores universitários, como os amigos Joaquim Maná e Ibã Sales), os HUNIKUIN ou Kaxinawá são o mais numeroso povo de língua Pano no Brasil. Em maio de 2011, na Aldeia Maehundua, na Terra Indígena Kaxinawá Seringal Independência, o festival cultural hunikuin promovido pela associação indígena local mobilizou o município acreano de Jordão para a vinda do propalado etnoturismo, em desenvolvimento por interesse das próprias comunidades em fazer com que seus produtos culturais alcancem o resto do mundo, e sejam símbolos de uma Cultura diferenciada, de base agroflorestal, espiritualista e com práticas terapêuticas próprias, que quer se incluir como representante da diversidade cultural planetária e sua correspondente prática de cidadania. XINÃ BENÁ, o nome do festival, significa tanto um novo pensamento quanto um novo tempo. Com essa invocação começou a família Hunikuin a proposta de um aprimoramento de sua sistemática de administração e busca de resultados para a vida das suas coletividades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O passado, o que procedeu do antigo sistema autoritarista em que as primeiras lideranças indígenas no Acre foram formadas, no começo dos anos 80, e as resultantes falhas na administração do movimento indígena acreano como um todo, pode ser considerado superado. A presença de Bira Yawanawa e Yube Hunikuin, dois assessores especiais do governo da florestania, bem como da secretária de Turismo do governador Tião Viana, Ilmara Rodrigues Lima, trouxe um reforço especial para as propostas do "Xinã Bená" anunciado em Jordão. A reunião de muitos pajés jovens, mulheres artesãs e lideranças em formação, agentes agroflorestais e de saúde, transmitiu ao acontecimento a aura necessária de renovação de ares. A aldeia Lago Lindo, antes formada no antigo campo de gado do Seringal Independência, que o cacique-geral Siã Kaxinawá adquiriu para transformar em terra indígena a partir de uma premiação no exterior, localizada por ele junto a três lagos formados em uma curva perdida do Alto Tarauacá, morada de profundos encantos da Natureza, ela própria já não existia mais enquanto aldeia: teve de ser reinventada, reerguida, recontextualizada. De modo surpreendente conseguiu ser aprontada em curto espaço de tempo, para ser reinaugurada neste festival, o que demonstrou o esforço e empenho dos Hunikuin do Jordão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abrilhantaram a festa os amigos Kuntanawa, que atravessaram a mata desde sua terra no Alto Rio Tejo, para chegar no município de Jordão e de lá embarcarem para Maehundua. Haru Xinã é seu cacique-pajé, e como pajé-cantor assegura momentos de muita boa energia nos trabalhos com o Nishi Pae, a sagrada Ayahuasca. Além do festival de seu próprio povo, que vem em julho próximo, é Haru o responsável pelo projeto cultural do Corredor Pano junto ao Instituto Guardiões da Floresta, e portanto vem exercendo uma representatividade cultural de longo alcance. Foram os Kuntanawa os mais atingidos pelo processo etnocida na ocupação do Vale do Juruá, e hoje encabeçam o movimento pela identidade cultural dos povos de língua Pano pois são os principais interessados nesse resgate, já que havendo perdido língua e iconografia próprias, dependem dos aportes dos grupos mais próximos, como os Hunikuin e Yawanawa. Redescobrir e reinventar sua etnia, é um exercício conhecido por todas as nações da floresta, pelo prazer da biodiversidade provocando a etnodiversidade, com o grande alicerce, no caso dos clãs de língua Pano, de um instrumento de estruturução da identidade étnica que pode ser considerado essencial: a bebida da Ayahuasca, o Shure do Nishi Pae. Nesta comunhão indígena reside o mistério ancestral que os antigos pajés legaram para, afinal, alcançarmos a chegada de uma nova manhã, um feliz "Xinã Shabá".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Haux, haux, haux !!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-380627186884103908?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/380627186884103908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=380627186884103908&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/380627186884103908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/380627186884103908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2011/05/xina-shaba.html' title='Xinã Shabá'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BTKVQUQDGtc/Tdqd0KbhbSI/AAAAAAAAAPk/d0rS7MMcXQw/s72-c/xb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-1078173026751153881</id><published>2011-02-20T18:00:00.019-03:00</published><updated>2011-02-20T22:57:32.435-03:00</updated><title type='text'>A Invenção da Ayahuasca</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5MgjBgTLZQo/TWGPXZbsBLI/AAAAAAAAAPU/36ZdMz6gofU/s1600/haru.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://2.bp.blogspot.com/-5MgjBgTLZQo/TWGPXZbsBLI/AAAAAAAAAPU/36ZdMz6gofU/s640/haru.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Haru Kuntanawa, jovem liderança indígena do Acre, é um dos embaixadores dos povos indígenas pela Paz Mundial na ONU, fundador do Instituto Guardiões da Floresta e etnoterapeuta (foto de Fabíola Ortiz, vejam seu &lt;a href="http://fosreporter.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763; font-size: large;"&gt;A INVENÇÃO DA AYAHUASCA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;por Eduardo Bayer Neto - &amp;nbsp;engenheiro florestal, funcionário do Departamento de Diversidade Socioambiental e Cultural - Fundação de Cultura Elias Mansour, Acre.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Quando em 2003 a UNESCO adotou a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, se valorizou o processo de institucionalização (invenção) da Cultura a partir dos interessados, o que representou uma pequena revolução conceitual, segundo Jean-Pierre Chaumeil, porque as visões anteriores sobre patrimônio privilegiavam sobretudo os aspectos materiais das coisas – no novo conceito, as tradições e expressões orais, danças e temas musicais, e os rituais e práticas sociais puderam ser incluídos na categoria de Patrimônio Cultural Imaterial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Aqui no Acre comemora-se neste 2011 os vinte anos da Primeira Conferência Internacional da Ayahuasca, realizada na UFAC sob a batuta de Clodomir Monteiro. Se naquele tempo ainda se esboçava uma tentativa de estabelecimento de relações inter-institucionais entre as diversas agremiações religiosas da Ayahuasca, hoje esta articulação política entre elas em defesa de interesses comuns, especialmente quanto a regulamentação nacional do uso da bebida, é claramente imprescindível. Em busca do reconhecimento do valor cultural da Ayahuasca, assim como na vizinha nação peruana, no Acre esta foi declarada Patrimônio Cultural e semelhante encaminhamento feito ao Ministério da Cultura. A respeito, observe-se que Patrimônio Cultural Imaterial se define como:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;“as práticas, representações, expressões, conhecimentos, assim como os instrumentos, objetos, artefatos e espaços culturais associados, que as comunidades, os grupos e eventualmente os indivíduos reconhecem como parte de seu patrimônio cultural. Transmitido de geração em geração, este patrimônio cultural imaterial é recriado de maneira permanente pelas comunidades e grupos em função de seu meio, de sua interação com o entorno e de sua história. Lhes outorga um sentimento de identidade e de continuidade, contribuindo assim a promover o respeito da diversidade cultural e da criatividade humana”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Em relação ao registro da Ayahuasca como patrimônio imaterial da nação brasileira, entendo como o mais adequado explicitar-se que a “Etnoterapêutica da Ayahuasca” é esse Patrimônio Cultural Imaterial. Por que utilizar esta terminologia e não meramente “Cultura da Ayahuasca”? Porque a Ayahuasca não pode ser entendida apenas como “cultura religiosa”: ela é, mais intrinsecamente, uma etnoterapêutica, uma práxis de etnoterapia. Essa foi sua função originária no uso ancestral indígena: organizar a etnia e mante-la. A Ayahuasca foi instrumento de construção e manutenção de identidade étnica entre muitas populações ameríndias. Seu cunho etnoterapêutico antecede ao uso religioso, que surgiu no Acre a partir da década de 1930 com a adaptação dessa etnoterapêutica tradicional ao seu uso por comunidades cristãs. Parece que os cientistas mais bem intencionados acabaram obliterando suas visões com tentativas de descrição do fenômeno religioso, sua história e trajetória, e deixaram em segundo plano o seu cunho etnoterapêutico quando de sua arregimentação em defesa da liberdade do uso da Ayahuasca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Privilegiado o argumento da liberdade religiosa em detrimento do argumento da proteção da diversidade cultural, o pessoal se viu em dificuldades para obter uma conciliação ou termo conciliatório por parte das entidades usuárias da Ayahuasca no Brasil, quando do encerramento das reuniões do Grupo Multidisciplinar de Trabalho promovidas pelo Conselho Nacional Anti-Drogas, CONAD, órgão do Ministério da Justiça encarregado de enquadrar o funcionamento desses grupos consumidores da bebida. As lideranças indígenas do Acre, segundo os organizadores do GMT, não foram convidadas a tais discussões por instrução de indigenistas ligados ao governo estadual, que aparentemente consideraram que, como o uso da bebida nas aldeias ou por parte dos indígenas não possui concreta possibilidade de criminalização, melhor seria se eximir das discussões do chamado “pessoal das igrejas”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Uma entrevista do &lt;a href="http://www.santodaime.org/arquivos/neves.htm"&gt;Jornal Varadouro&lt;/a&gt; em 1981 com o Conselheiro José das Neves, um dos fundadores do Centro de Iluminação Cristã Luz Universal, diz assim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;Varadouro&lt;/b&gt;&lt;i&gt;: O Daime vem da mata e a mata está acabando por aqui, como vai ser?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394; font-style: normal; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;José das Neves&lt;/b&gt;&lt;i&gt;: Se acabar com a mata, com a floresta, pode acabar com a humanidade. Pode acabar com todo ser vivente, porque nos vivemos pela floresta e a floresta por nós. Se terminar com a floresta, então pode terminar com a humanidade que não vale mais nada. Sabe porque? - A floresta nos dá vida e a vida sopra de lá e cobre o mundo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394; font-style: normal; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Varadouro&lt;/b&gt;&lt;i&gt;: E os índios?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394; font-style: normal; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;José das Neves&lt;/b&gt;&lt;i&gt;: Eu creio que ele seja um brasileiro superior a nós. Eles vêm do solo e nós viemos arranjados de outros lugares, porque quando foi descoberto o Brasil eles já estavam aqui, já falavam com a natureza.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Fez notória falta a participação do pensamento indígena sobre algo tão relevante em sua cultura tradicional, gerando-se uma resolução “capenga” do CONAD, que por exemplo autorizou como legítima apenas a ayahuasca feita com dois ingredientes vegetais, o que seria motivo de readequação extrema por parte de um dos grandes centros produtores, e, por outra, indica ignorarem que a ayahuasca indígena pode possuir outras combinações. Quanto às recentes determinações do IMAC, Instituto de Meio-Ambiente do Acre, que regulamenta o volume anual de matéria-prima da ayahuasca a circular no estado por parte de cada instituição produtora/consumidora, pode-se dizer que tais medidas a nível local decorrem ainda da inconsistência da última resolução do CONAD em sistematizar o controle dessa atividade econômica, que possui implicações ambientais claras e afinal compõe as principais atividades de gestão das entidades usuárias, falta de legislação específica que poderia estar favorecendo a prática de um mercado negro da bebida, no Brasil assim como exterior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Talvez se houvesse sido colocada em primeiro plano a Etnoterapêutica da Ayahuasca, e não as culturas religiosas dela advindas, a discussão legal já estaria em outro patamar, em instâncias da UNESCO e da Organização Mundial da Saúde. No século 21 já possuímos mecanismos internacionais de proteção da diversidade cultural, verbas para a pesquisa científica dessa etnoterapêutica, redes sociais nos meios acadêmicos, para se pleitear, mais que a liberdade religiosa, o reconhecimento do valor etnoterapêutico da Ayahuasca, o que as gerações antes de nós não possuíam oportunidade e resguardavam-se de publicar temendo serem responsabilizados por “curandeirismo”, prática esta prescrita pelo Código Civil brasileiro. Fazendo assim, para o exercício dessa etnoterapêutica poderão se credenciar aqueles etnoterapeutas idôneos, capacitados pela experiência de vida, dedicação e engajamento ético, os quais porventura venham a estabelecer um conselho próprio e assim conduzir suas questões comuns.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Por exemplo, ao se definir que o "&lt;i&gt;corpus&lt;/i&gt;" doutrinário de determinado Mestre consiste em seu método etnoterapêutico, do qual parte essencial das instruções não são transmitidas aos seguidores, pode-se favorecer que apenas possam se apresentar com o método e o acervo a ele referente aqueles grupos que demonstrarem merecer essa chancela por parte dos mantenedores de sua tradição. Se determinada instituição usuária alhures registrada como centro distribuidor de ayahuasca tiver alguma circunstância de problemas judiciais, não poderá alegar apenas a "liberdade religiosa" para requerer a defesa da comunidade ayahuasqueira, mas deverá demonstrar a legitimidade de seu desempenho etnoterapêutico, favorecendo-se com isso a sistematização desse trabalho especial em termos de compromissos éticos. Será muito melhor de como está hoje disposto, quando a fim de se atender a demanda burocrática apenas instituições que declarem formalmente possuir cunho religioso (objetivando assim sua liberdade de culto) podem ser habilitadas pelas autoridades policiais, pois desse modo os verdadeiros compromissos ideológicos das mesmas poderão ser falseados a título de se atender uma letra da lei, e a exigência de acompanhamento etnoterapêutico menosprezada. Encaremos de frente o tema: as culturas da ayahuasca não são todas religiosas, mas sim etnoterapêuticas. E é como tal que devem ser valorizadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;O termo Etnia não deve ser confundido com Cultura e com o conceito de Raça, mas tem a ver com o "senso de diferença". Etnia é a população ou grupo social que, com relativa homogeneidade cultural e linguística, compartilhando história e origem comuns, é considerado como unidade dentro de um contexto de relações entre grupos similares ou do mesmo tipo, e cuja identidade é definida por contraste em relação a estes. Portanto, quero dizer Etnoterapêutica a Ayahuasca sem ressaltar se a Tradicional ou Amazônica, mas também quando aplicada às "novas tribos urbanas", aos novos contextos de interação cultural. Uma Etnoterapêutica que se molda à realidade do grupo com a qual está sendo trabalhada. Exatamente o que lemos na definição de Patrimônio Cultural Imaterial: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;“&lt;i&gt;é recriado de maneira permanente pelas comunidades e grupos em função de seu meio, de sua interação com o entorno e de sua história&lt;/i&gt;”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Fique bem claro que a função etnoterapêutica da Ayahuasca antecede a sua função religiosa, que foi instituída a partir da formação do trabalho do Mestre Irineu aqui no Acre. Essa função etnoterapêutica é a grande base, enquanto a função religiosa uma já adaptação ao uso da bebida por comunidades cristãs. E a partir daí, a "reinvenção" do uso da ayahuasca nos centros urbanos é um movimento de adaptação do uso da bebida por parte das "novas tribos". Onde, seguramente, a Ayahuasca novamente é um forte instrumento de construção de uma (nova) identidade étnica. Portanto, é um movimento cultural que deve ser acompanhado com atenção, não na esfera do Ministério da Justiça, como nos tempos passados, mas junto ao Ministério da Cultura, onde receba a colaboração técnica e científica para poder organizar tanto o resgate histórico quanto a sua promoção enquanto manifestação da diversidade amazônica. Afinal, a etnoterapêutica tradicional indígena do Acre, reinterpretada por uma nova geração de pajés-cantores, como Haru Kuntanawa, ShaneIhu Yawanawa, Fabiano Txaná Banê e José Banê Sales, dentre outros, vem encontrando um público cada vez maior em comunidades místicas do Brasil, Canadá e Europa. Através desse exemplo positivo de responsabilidade étnica tanto quanto ambiental é que deverá ser construído o futuro da Cultura da Ayahuasca no Brasil.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Entendendo-se aqui a Cultura da Ayahuasca como Etnoterapêutica, maior do que as culturas religiosas que a compõem, quero acreditar que a declaração de ser Patrimônio Cultural Imaterial, do Brasil e da humanidade, possa ser-lhe outorgada em breve, representando esta conquista um modelo para a construção de um futuro melhor, para a Amazônia e todo o mundo. A legislação ambiental se encarregará de proteger o banco genético de &lt;i&gt;Banisteriopsis caapi&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Psychotria viridis&lt;/i&gt;, ao passo que a legislação cultural poderá balizar o uso do patrimônio cultural comum às etnias das florestas da Amazônia Ocidental assim como à nação brasileira que a recebeu como verdade eterna e elixir santo. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: solid windowtext 1.5pt; border: none; mso-element: para-border-div; padding: 0cm 0cm 1.0pt 0cm;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext 1.5pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 1.0pt 0cm; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;Para se ler -&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;“A Reinvenção do Uso da Ayahuasca nos centros urbanos”&lt;/b&gt;, por Beatriz Caiuby Labate. Editora Mercado de Letras, 536 pp. Prêmio de melhor Tese de Mestrado em Ciências Sociais em 2000, da ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;b&gt;“O comércio da cultura: o caso dos povos amazônicos”&lt;/b&gt;, por Jean-Pierre Chaumeil. Boletim do Instituto Francês de Estudos Andinos, 2009, disponível em formato pdf na internet: &lt;a href="http://www.ifeanet.org/publicaciones/boletines/38(1)/61.pdf"&gt;http://www.ifeanet.org/publicaciones/boletines/38(1)/61.pdf&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-1078173026751153881?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/1078173026751153881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=1078173026751153881&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/1078173026751153881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/1078173026751153881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2011/02/invencao-da-ayahuasca.html' title='A Invenção da Ayahuasca'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5MgjBgTLZQo/TWGPXZbsBLI/AAAAAAAAAPU/36ZdMz6gofU/s72-c/haru.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-7573515928369780939</id><published>2011-02-20T17:37:00.001-03:00</published><updated>2011-02-23T23:00:47.869-03:00</updated><title type='text'>Mãe Ayahuasca</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qXd1AyQxM90/TWW50rn_r6I/AAAAAAAAAPY/l13gDamE2Mc/s1600/madreayahuasca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-qXd1AyQxM90/TWW50rn_r6I/AAAAAAAAAPY/l13gDamE2Mc/s1600/madreayahuasca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;MADRE AYAHUASCA - 24kt gold water gilt/oil on wood 25"X20"(2008). Fonte:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.amaruspirit.org/artwork?page=1"&gt;The Road and the Wilderness&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Madre ayahuasca&lt;br /&gt;llevame hacia el sol&lt;br /&gt;de la savia de la tierra hazme beber&lt;br /&gt;llevame contigo hacia el sol&lt;br /&gt;del sol interior hacia arriba&lt;br /&gt;hacia arriba subiré madre&lt;br /&gt;úsame, háblame, enseñame&lt;br /&gt;enseñame a ver&lt;br /&gt;a ver mas allá&lt;br /&gt;a ver al hombre dentro del hombre&lt;br /&gt;a ver el sol dentro y fuera del hombre&lt;br /&gt;enseñame a ver, madre&lt;br /&gt;usa mi cuerpo, hazme brillar (bis)&lt;br /&gt;con brillo de estrellas con calor de sol (bis)&lt;br /&gt;con luz de luna y fuerza de tierra&lt;br /&gt;con luz de luna y calor de sol, madre&lt;br /&gt;Madre ayahuasca llevame hacia el sol.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HTiZp46v2qQ"&gt;Rosa Giove&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Visitem o blog &lt;a href="http://icaroterapia.wordpress.com/"&gt;Icaroterapia&lt;/a&gt;. Leiam também "&lt;a href="http://www.biopark.org/peru/ayatherapy.html"&gt;Therapeutic Potential of Ayahuasca: how it works an overview of an extraordinary holistic medicine&lt;/a&gt;". Ícaros da Cultura Etnoterapêutica da Ayahuasca podem ser escutados no site &lt;a href="http://www.madreayahuasca.com/ayahuasca-icaros-canciones-de-medicina"&gt;Madre Ayahuasca&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-7573515928369780939?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/7573515928369780939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=7573515928369780939&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/7573515928369780939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/7573515928369780939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2011/02/mae-ayahuasca.html' title='Mãe Ayahuasca'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qXd1AyQxM90/TWW50rn_r6I/AAAAAAAAAPY/l13gDamE2Mc/s72-c/madreayahuasca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-6376469298037298234</id><published>2010-07-15T09:59:00.003-03:00</published><updated>2010-07-15T10:04:00.873-03:00</updated><title type='text'>Situação Brasil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/TD8HChAd-sI/AAAAAAAAAN4/5CTxbS3PZYI/s1600/desmatsanti.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 286px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/TD8HChAd-sI/AAAAAAAAAN4/5CTxbS3PZYI/s400/desmatsanti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494117810216762050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;" class="attribute-intro"&gt;O Brasil é alvo de uma ofensiva do grande capital, articulado pelas  empresas transnacionais e pelos bancos, dentro de uma aliança com os  latifundiários capitalistas, que criaram um modelo de organização da  agricultura, chamado de agronegócio.         &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; A partir da segunda metade da década de 90 - e mais ainda depois da  crise do capitalismo internacional -, grandes corporações  internacionais, financiadas pelo capital financeiro, passaram a avançar  sobre a agricultura brasileira: terras, água e sementes, produção e  industrialização de alimentos e na comercialização de agrotóxicos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Nesse processo, o agronegócio tenta impedir o desenvolvimento da pequena  agricultura e da Reforma Agrária e consolidar o seu modelo de produção,  baseado na grande propriedade, monocultura, expulsão da mão-de-obra do  campo com o uso intensivo de máquinas, devastação ambiental e na  utilização em grande escala de agrotóxicos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; &lt;b&gt;Compra de terras por empresas estrangeiras&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Dados do Incra apontam que nos últimos anos foram vendidos pelo menos 4  milhões de hectares para pessoas e empresas estrangeiras. Isso prejudica  os interesses do povo brasileiro e debilita a soberania nacional sobre  os nossos recursos naturais. O governo federal demonstrou preocupação  com essa ofensiva, até porque as empresas usam subterfúgios para  desrespeitar a legislação em vigor. Um diretor da empresa finlandesa de  papel e celulose Stora Enso admitiu que criou uma empresa no Brasil para  burlar a lei, comprar ilegalmente 46 mil hectares na fronteira sul do  país e implantar o monocultivo de eucalipto. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Só no setor sucro-alcooleiro, por exemplo, empresas transnacionais já  compraram 30% de todas as usinas com suas fábricas e terras. No entanto,  isso ainda não aparece nos cadastros do instituto, que apresenta  números sub-estimados. Esperamos que o governo cumpra a sua promessa e  aprove o quanto antes a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para  impedir a compra de terras por estrangeiros, inclusive com a anulação  dos títulos das terras já vendidos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; &lt;b&gt;Arroz transgênico da Bayer&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Nas últimas semanas, o agronegócio tenta avançar com seu projeto para a  agricultura brasileira em duas frentes: mudanças no Código Florestal  Brasileiro e na liberação do arroz transgênico. Enquanto a  flexibilização da lei ambiental viabiliza o desmatamento para a expansão  do agronegócio, os transgênicos passam o controle das sementes dos  agricultores para a propriedade privada de cinco empresas  transnacionais. Com isso, Bayer, Basf, Monsanto, Cargill e Syngenta  criam patentes e impõem os royalties àqueles que produzem. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Os movimentos camponeses, ambientalistas e entidades de direitos humanos  tivemos uma vitória importante com a pressão social e política contra a  liberação do arroz da Bayer, que retirou a proposta da pauta de votação  da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), nesta  quinta-feira. Essa variedade de arroz, por causa do consumo popular, não  está liberada em nenhum país do mundo - nem nos Estados Unidos nem na  Alemanha (país de origem da Bayer). Felizmente, No entanto, foi um  recuou momentâneo da transnacional das suas pretensões e precisamos  ficar atentos para acompanhar as suas movimentações. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; A aprovação do arroz transformaria o Brasil em uma cobaia. Os impactos  de liberação da transgenia no arroz, que está na mesa dos brasileiros no  almoço e no jantar, seriam extremamente negativos. Em primeiro lugar,  não há estudos que atestem que não há prejuízos à saúde humana do  consumo de transgênicos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Em segundo lugar, os produtores de arroz tradicional poderão ter suas  colheitas contaminadas pelo arroz Liberty Link. Nos Estados Unidos,  testes contaminaram pelo menos 7 mil produtores de arroz, que processam a  Bayer pelos prejuízos. Com isso, poderíamos ter a conversão de todas as  lavouras tradicionais de arroz em transgênicas. Além disso, mesmo sem  comprar essas sementes, os camponeses teriam que pagar royalties à  empresa alemã. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Em terceiro lugar, aumentaria a utilização de venenos nas lavouras do  nosso país, que utilizou 1 bilhão de litros no ano passado, ocupando o  primeiro lugar no ranking mundial. Há pesquisas que demonstram que o  glufosinto, utilizado nas pulverizações da variedade desenvolvida pela  Bayer, é tóxico para mamíferos e pode dificultar a atividade do cérebro  humano. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; O médico Wanderlei Antonio Pignati, doutor em saúde e ambiente,  pesquisador da Fiocruz e professor da Universidade Federal do Mato  Grosso explica que as grandes indústrias fazem sementes dependentes de  agrotóxicos e fertilizantes químicos porque também são produtoras desses  venenos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; O recuo da Bayer representa uma pequena vitória da sociedade brasileira,  principalmente porque demonstra que é possível enfrentar e impor  derrotas às empresas transnacionais. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; &lt;b&gt;Mudanças no Código Florestal&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Em relação ao Código Florestal, a votação do relatório apresentado pelo  deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) está prevista para o começo de  julho. O texto do projeto de lei beneficia os latifundiários do  agronegócio, com a abolição da Reserva Legal para agricultura familiar, a  possibilidade de compensação fora da região ou da bacia hidrográfica e a  transferência da responsabilidade de definição da legislação ambiental  para os Estados e Municípios. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Mais preocupante para a Reforma Agrária é a anistia a todos os  produtores rurais que cometeram crimes ambientais até julho de 2008.  Áreas que não cumprem a função social e, de acordo com a Constituição,  deveriam ser desapropriadas e destinadas para os trabalhadores rurais  sem-terra, continuarão nas mãos dos latifundiários. Ou seja, com a  aprovação do novo código, o Congresso Nacional modificará a Constituição  apenas para atender os interesses daqueles que monopolizam as terras em  nosso país. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Enquanto as empresas do agronegócio comemoram discretamente, os  ruralistas estão eufóricos com a possibilidade de legitimar o  desmatamento já realizado e abrir a fronteira agrícola sobre as nossas  florestas e áreas de preservação. O que não se esperava mesmo era que os  setores mais conservadores encontrassem nesse ponto um apoiador fora do  ninho, que mereceu até mesmo elogios da senadora Kátia Abreu (DEM), que  há pouco tempo tentava se cacifar para ser candidata a vice-presidente  de José Serra (PSDB). Uma vez que Kátia Abreu, presidente da  Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e porta-voz do setor mais  reacionário dos latifundiários, é a principal defensora dessas mudanças,  fica evidente quem se beneficiará com as propostas do deputado Aldo  Rebelo.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Até agora, muitas vozes se levantaram contra essa proposta, como as  igrejas, entidades ambientalistas, parte importante do movimento  sindical e movimentos populares, especialmente a Via Campesina Brasil,  que manifestaram repúdio ao projeto. Um abaixo-assinado colheu milhares  de assinaturas para sensibilizar o Congresso, parlamentares  progressistas pediram vistas ao relatório e o Ministério do Meio  Ambiente se colocou contra as propostas. O próprio governo, cujo o  partido político do deputado Aldo Rebelo compõe a base parlamentar, veio  a público para criticar o projeto. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Esperamos que a pressão da sociedade consiga evitar a destruição da  legislação ambiental e a devastação do conceito de função social da  propriedade, que determina a realização da Reforma Agrária. Em vez de  acabar com o Código Florestal, precisamos manter os seus princípios e  aperfeiçoá-lo, preservando a natureza em benefício de toda a população e  das gerações futuras. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class=" text-justify"&gt; Fonte:&lt;a href="http://ecologiagrafica.blogspot.com/2010/02/codigo-florestal-deve-sair-em-marco.html"&gt;Ecologia Gráfica&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.mst.org.br/"&gt;SECRETARIA NACIONAL DO MST&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-6376469298037298234?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/6376469298037298234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=6376469298037298234&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/6376469298037298234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/6376469298037298234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/07/situacao-brasil.html' title='Situação Brasil'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/TD8HChAd-sI/AAAAAAAAAN4/5CTxbS3PZYI/s72-c/desmatsanti.jpg' height='72' 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rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-5216249531444302405</id><published>2010-06-26T18:00:00.000-03:00</published><updated>2010-06-26T18:00:06.847-03:00</updated><title type='text'>Huichol - Shamanic Deer Dance</title><content type='html'>&lt;object style="background-image:url(http://i2.ytimg.com/vi/1lPTm0gDEpI/hqdefault.jpg)" width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1lPTm0gDEpI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1lPTm0gDEpI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="480" height="295" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" 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href='http://ecognose.blogspot.com/2010/06/huichol-shamanic-deer-dance.html' title='Huichol - Shamanic Deer Dance'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-8758620529829787387</id><published>2010-06-24T20:34:00.001-03:00</published><updated>2010-06-24T20:37:00.745-03:00</updated><title type='text'>Palavras do Dalai Lama</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/TCPr1YcGNZI/AAAAAAAAANw/rVDrPrNjvlk/s1600/auguste-rodin-le-penseur.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 224px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/TCPr1YcGNZI/AAAAAAAAANw/rVDrPrNjvlk/s400/auguste-rodin-le-penseur.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486488073393288594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;· Dê mais às pessoas, MAIS do que elas esperam, e faça com alegria.&lt;br /&gt;· Decore seu poema favorito.&lt;br /&gt;· Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.&lt;br /&gt;· Quando disser "Eu te amo" olhe as pessoas nos olhos.&lt;br /&gt;· Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.&lt;br /&gt;· Acredite em amor à primeira vista.&lt;br /&gt;· Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.&lt;br /&gt;· Ame profundamente e com paixão.&lt;br /&gt;· Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.&lt;br /&gt;· Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.&lt;br /&gt;· Não julgue as pessoas pelo seus parentes.&lt;br /&gt;· Fale devagar mas pense com rapidez.&lt;br /&gt;· Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: "Porque você quer saber?".&lt;br /&gt;· Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.&lt;br /&gt;· Ligue para sua mãe.&lt;br /&gt;· Diga "saúde" quando alguém espirrar.&lt;br /&gt;· Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.&lt;br /&gt;· Quando você perder, não perca a lição.&lt;br /&gt;· Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.&lt;br /&gt;· Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.&lt;br /&gt;· Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.&lt;br /&gt;· Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.&lt;br /&gt;· Passe mais tempo sozinho.&lt;br /&gt;· Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.&lt;br /&gt;· Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.&lt;br /&gt;· Leia mais livros e assista menos TV.&lt;br /&gt;· Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.&lt;br /&gt;· Confie em Deus, mas tranque o carro.&lt;br /&gt;· Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.&lt;br /&gt;· Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.&lt;br /&gt;· Não fale do passado.&lt;br /&gt;· Leia o que está nas entrelinhas.&lt;br /&gt;· Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.&lt;br /&gt;· Seja gentil com o planeta.&lt;br /&gt;· Reze. Há um poder incomensurável nisso.&lt;br /&gt;· Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.&lt;br /&gt;· Cuide da sua própria vida.&lt;br /&gt;· Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.&lt;br /&gt;· Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.&lt;br /&gt;· Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.&lt;br /&gt;· Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.&lt;br /&gt;· Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.&lt;br /&gt;· Lembre-se de que seu caráter é seu destino.&lt;br /&gt;· Usufrua o amor e a culinária com abandono total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.pensador.info/autor/Dalai_Lama/biografia/"&gt;Pensador&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-8758620529829787387?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/8758620529829787387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=8758620529829787387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/8758620529829787387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/8758620529829787387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/06/palavras-do-dalai-lama.html' title='Palavras do Dalai Lama'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/TCPr1YcGNZI/AAAAAAAAANw/rVDrPrNjvlk/s72-c/auguste-rodin-le-penseur.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-548575593820646343</id><published>2010-06-08T23:46:00.000-03:00</published><updated>2010-06-08T23:46:07.297-03:00</updated><title type='text'>2012 Novelty Theory (Teoria da Novidade) - T. McKenna (leg. pt)</title><content type='html'>&lt;object style="background-image:url(http://i2.ytimg.com/vi/mQehBoWdCAQ/hqdefault.jpg)" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mQehBoWdCAQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mQehBoWdCAQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-548575593820646343?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/548575593820646343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=548575593820646343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/548575593820646343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/548575593820646343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/06/2012-novelty-theory-teoria-da-novidade.html' title='2012 Novelty Theory (Teoria da Novidade) - T. McKenna (leg. pt)'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-1734399195683783874</id><published>2010-05-10T14:56:00.000-03:00</published><updated>2010-05-10T14:56:00.766-03:00</updated><title type='text'>Um imã espiral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-Wl1XnTTxI/AAAAAAAAANA/SugTscR-FPI/s1600/Trecho-5-A--para-WEB2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 330px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468959658801843986" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-Wl1XnTTxI/AAAAAAAAANA/SugTscR-FPI/s400/Trecho-5-A--para-WEB2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Assim chamada em homenagem a Pierre de Fermat que a estudou em 1636, quando tinha apenas 25 anos de idade, a "espiral de Fermat" (igualmente conhecida como uma espiral parabólica) é um tipo da espiral Archimedean. Em &lt;em&gt;phyllotaxis&lt;/em&gt; do disco (girassol, margarida), a malha das espirais ocorre em números de Fibonacci porque a divergência (ângulo da sucessão em um único arranjo espiral) aproxima a relação dourada. A forma das espirais depende do crescimento dos elementos gerados sequencialmente. Em &lt;em&gt;phyllotaxis&lt;/em&gt; do maduro-disco, quando todos os elementos são o mesmo tamanho, a forma das espirais é aquela de espirais-ideal de Fermat. Isso é porque a espiral de Fermat atravessa anéis iguais em voltas iguais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-1734399195683783874?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/1734399195683783874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=1734399195683783874&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/1734399195683783874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/1734399195683783874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/05/um-ima-espiral.html' title='Um imã espiral'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-Wl1XnTTxI/AAAAAAAAANA/SugTscR-FPI/s72-c/Trecho-5-A--para-WEB2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-8569812523630346776</id><published>2010-05-08T15:17:00.000-03:00</published><updated>2010-05-08T15:17:48.121-03:00</updated><title type='text'>The Whirling Dervishes</title><content type='html'>&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i1.ytimg.com/vi/TOrgbUPstq4/hqdefault.jpg)" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TOrgbUPstq4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TOrgbUPstq4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-8569812523630346776?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/8569812523630346776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=8569812523630346776&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/8569812523630346776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/8569812523630346776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/05/whirling-dervishes.html' title='The Whirling Dervishes'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-8808905535278873811</id><published>2010-05-08T15:08:00.003-03:00</published><updated>2010-05-08T15:24:01.882-03:00</updated><title type='text'>Aforismas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-WrvaE0_gI/AAAAAAAAANI/0sC2k0G-9BM/s1600/blav1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468966153453108738" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-WrvaE0_gI/AAAAAAAAANI/0sC2k0G-9BM/s400/blav1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Aforismas de Gurdjieff:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Ame o que você "não ama".&lt;br /&gt;* Para o homem a mais alta realização é ser capaz de fazer.&lt;br /&gt;* Quanto piores as condições de vida, melhores serão os resultados do trabalho - contanto que nos lembremos continuamente do trabalho.&lt;br /&gt;* Lembre-se de você mesmo, sempre e em toda parte.&lt;br /&gt;* Lembre-se de que você veio aqui, porque compreendeu a necessidade de lutar contra si mesmo. Agradeça, portanto, a quem lhe proporcione a ocasião para isso.&lt;br /&gt;* Aqui podemos dar uma direção e criar condições - mas não ajudar.&lt;br /&gt;* Saiba que esta casa só pode ser útil aos que reconheceram sua nulidade e crêem na possibilidade de mudar.&lt;br /&gt;* Se você sabe que isto é mal e, apesar de tudo, o faz, comete um pecado difícil de redimir.&lt;br /&gt;* O melhor meio de ser feliz nessa vida é poder considerar sempre exteriormente - nunca interiormente.&lt;br /&gt;* Não ame a arte com seus sentimentos.&lt;br /&gt;* O verdadeiro sinal de que um homem é bom, é ele amar seu pai e sua mãe.&lt;br /&gt;* Julgue os outros conforme o que você é e raramente se enganará.&lt;br /&gt;* Só ajude aquele que não é um ocioso.&lt;br /&gt;* Respeite todas as religiões.&lt;br /&gt;* Amo aquele que ama o trabalho.&lt;br /&gt;* Podemos somente nos esforçar para nos tornarmos capazes de ser Cristãos.&lt;br /&gt;* Não julgue um homem pelo que contam dele.&lt;br /&gt;* Leve em conta o que as pessoas pensam de você - e não o que dizem.&lt;br /&gt;* Junte a compreensão do Oriente e o saber do Ocidente - e, em seguida, busque.&lt;br /&gt;* Só aquele que puder zelar pelo bem dos outros merecerá seu próprio bem.&lt;br /&gt;* Só o sofrimento consciente tem sentido.&lt;br /&gt;* Vale mais ser temporariamente um egoísta do que nunca ser justo.&lt;br /&gt;* Se quiser aprender a amar, comece pelos animais; eles são mais sensíveis.&lt;br /&gt;* Ensinando aos outros, você mesmo aprenderá.&lt;br /&gt;* Lembre-se de que aqui o trabalho não é um fim em si mesmo. É apenas um meio.&lt;br /&gt;* Só pode ser justo quem sabe se pôr no lugar dos outros.&lt;br /&gt;* Se você não for dotado de espírito crítico, sua presença aqui é inútil.&lt;br /&gt;* Aquele que tiver se libertado da "doença do amanhã" terá uma chance de obter o que veio procurar aqui.&lt;br /&gt;* Feliz aquele que tem uma alma. Feliz aquele que não a tem. Infelicidade e sofrimento para aquele que só tem a semente dela.&lt;br /&gt;* O repouso não depende da quantidade, mas da qualidade do sono.&lt;br /&gt;* Durma pouco, sem se queixar.&lt;br /&gt;* A energia gasta para um trabalho interior ativo se transforma imediatamente em nova reserva. A que é gasta para um trabalho passivo se perde para sempre.&lt;br /&gt;* Um dos melhores meios de despertar o desejo de trabalhar sobre si mesmo é tomar consciência de que a gente pode morrer de uma hora para outra. E isso, é preciso aprender a não esquecê-lo.&lt;br /&gt;* O amor consciente desperta o mesmo em resposta. O amor emocional provoca o contrário. O amor físico depende do tipo e da polaridade.&lt;br /&gt;* A fé consciente é liberdade. A fé emocional é escravidão. A fé mecânica é estupidez.&lt;br /&gt;* A esperança inquebrantável é força. A esperança mesclada de dúvida é covardia. A esperança mesclada de temor é fraqueza.&lt;br /&gt;* Ao homem é dado um número limitado de experiências - se ele não as desperdiçar, prolongará sua vida.&lt;br /&gt;* Aqui não há russos, nem ingleses; nem judeus, nem cristãos. Há somente homens que perseguem a mesma meta: se tornarem capazes de ser. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fontes: &lt;a href="http://www.gurdjieff.org.br/"&gt;Instituto Gurdjieff&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.gurdjieff-legacy.org/40articles/blavatsky.htm"&gt;Gurdjieff Legacy&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-8808905535278873811?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/8808905535278873811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=8808905535278873811&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/8808905535278873811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/8808905535278873811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/05/aforismas.html' title='Aforismas'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-WrvaE0_gI/AAAAAAAAANI/0sC2k0G-9BM/s72-c/blav1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-4796173622435025284</id><published>2010-05-07T09:34:00.007-03:00</published><updated>2010-05-08T14:49:10.427-03:00</updated><title type='text'>Haxixe, Sufis e Islã</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-QJV5HKrGI/AAAAAAAAAMw/l5S_EKIBUyI/s1600/rumicalix.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 241px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468506119247408226" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-QJV5HKrGI/AAAAAAAAAMw/l5S_EKIBUyI/s400/rumicalix.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;poema do "místico do amor" sufi &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jalal_ad-Din_Muhammad_Rumi"&gt;Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Chema Ferrer Cuñat, coordenador da revista “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;El Trotamundos&lt;/span&gt;”, em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;LOS TEMPLARIOS Y LA SECTA DE LOS ASESINOS&lt;/span&gt;, págs. 405-431. In: “&lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Codex Templi – Los mistérios templarios a La luz de La historia y de La Tradición&lt;/span&gt;”. Coord: Fernando Arroyo Durán. Madrid, Santillana – Aguilar, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) O fundador da seita dos Assassinos, em 1090, foi o carismático Hasan al Sabbah, conhecido como ‘O Velho da Montanha’.&lt;br /&gt;A chamada ‘seita dos &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;hashshashin&lt;/span&gt;’ ou Assassinos derivou do ismaelismo (xiismo septimano) e das doutrinas dos sufis, consideradas desviadas e heréticas pelo Islã. Estavam também imbuídos do esoterismo grego-alexandrino, ou seja, o hermetismo e o neoplatonismo. Tal foi sua fama que, até o mesmíssimo Marco Polo (c.1254-1324) relatava a Rastichello de Pisa, o escritor que plasmou suas viagens no ‘Livro das Maravilhas do Mundo’, quem eram aqueles misteriosos cavaleiros islâmicos. Foi tanta sua popularidade, por cometer crimes e magnicídios entre os mais relevantes personagens de seu tempo, que, segundo outras teorias, o apelativo de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;hashshashin&lt;/span&gt; ou &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;hashashiyyin&lt;/span&gt; (comedores de haxixe ou drogados de haxixe) derivou até o conceito de ‘assassino’. Apesar de que o significado deste vocábulo estava vinculado aos ‘comedores de erva’, a fama daquela gente variou o sentido que se deu na Europa: em numerosas línguas ocidentais, um ‘assassino’ é o criminoso que comete um homicídio. Cabe assinalar, entretanto, que aos membros desse exército secreto eram também chamados &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ghulat&lt;/span&gt; (fanáticos) por seus inimigos, e que no Ocidente foram conhecidos como Assassinos, o que não lhes faz justiça de todo. Parece que Marco Polo se confundiu ao ouvi-los chamar &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;hashshashin&lt;/span&gt;. Acreditou o célebre viajante e comerciante veneziano que tal denominação se devia a que seu cruel fanatismo era estimulado pelo consumo de haxixe. Daí se deriva, em várias línguas românicas, a palavra ‘assassino’. Mas a verdade parece ser outra. Se acreditamos no grande escritor de origem libanesa Amin Maalouf, em seu livro magistral &lt;em&gt;Samarcande&lt;/em&gt;, a palavra provém da forma como Hasan al Sabbah costumava chamá-los: &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;assasiyoum&lt;/span&gt;, ou seja, fiéis ao &lt;em&gt;Assa&lt;/em&gt;, ou seja, ao Fundamento da Fé. Eram também chamados os &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;fidai&lt;/span&gt;, ou seja ‘os que se sacrificam’. Portanto, uma forma mais correta de chamá-los seria assassis ou assacis.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;O chamado ‘haxixe’ é uma concentração de pólen extraído das flores da planta do cânhamo. Dependendo da variedade concreta da planta, concentra em maior ou menor medida umas substâncias chamadas ‘canabinóides’, de poderosos efeitos alucinógenos.&lt;br /&gt;A relação do cânhamo e seus derivados com os povoadores da Ásia tem origens ancestrais e ainda se discute se foi esta planta ou o trigo a primeira que se utilizou quando nasceu a agricultura. Não é pouco dizer que a tradução da palavra árabe &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;hashish&lt;/span&gt; é a mesma que ‘erva’. Do cânhamo se extraíam fibras com as quais se confeccionavam tecidos muito resistentes; esmagado e formando espessa pasta se fabricava o papel: a cidade de Biblos (Síria) se fez famosa por sua qualidade e monopólio inicial; com o cânhamo se trançavam cordas; da moenda de suas sementes se extraía farinha e de sua prensa, um óleo muito nutritivo. Suas florações se utilizavam em práticas terapêuticas e religiosas: desde os ritos xamânicos das sociedades mais primitivas, até os cerimoniais mais sofisticados das religiões persa e bramânicas.&lt;br /&gt;Os árabes conheceram a farmacopéia derivada do cânhamo e seu uso como droga do ócio através dos botânicos e médicos gregos; este singular produto chegava da Índia através da Rota das Especiarias. As traduções ao árabe de autores como Dioscórides ou Galeno permitiram que as elites muçulmanas conhecessem as propriedades daquela planta; mas será no século X que o mundo árabe adquirirá o conhecimento mais profundo sobre as aplicações do cânhamo. Neste impulso teve muita participação a tradução de um livro escrito em aramaico, intitulado ‘Agricultura Nabatéia’.&lt;br /&gt;Mas, que ensinava a doutrina do Islã a respeito deste tipo de substâncias? Os ensinamentos do Alcorão não rechaçavam o álcool ou outras substâncias embriagantes, mas sim alertavam sobre seu uso inadequado e induziam o crente a evitá-las; de fato, apenas em algumas poucas ocasiões foram proibidas taxativamente. Ao contrário, o uso de cannabis – naquela época, unicamente ingerido e nunca fumado - , foi considerado muito indicado entre os adeptos do novo movimento sufi, já que facilitava a comunhão direta com Deus que tanto apregoavam. Estimulavam, mediante o uso destas drogas, a chamada consciência mística. O consumo de haxixe se converteu em um ato a mais de sua religião. O poeta Mamad Ibn Rustum al Isirdi (1222-1258) diria: ‘O haxixe é o segredo com que o espírito se eleva até os mais sublimes lugares, uma ascensão celestial de um espírito livre de ataduras corporais e mundanas’.&lt;br /&gt;Pelo aspecto ascético e sua posição contracultural, os sufis sempre foram incômodos, tanto para o comum da sociedade como para seus dirigentes. Até hoje chega o eco daqueles crentes entre a visão das danças místicas dos dervixes giróvagos da Anatólia, que bailam sob os efeitos da cannabis, substância que lhes ajuda a sobrelevar as longas horas de jejum, oração e meditação prévias.&lt;br /&gt;Do consumo do cannabis entre os pertencentes à seita sufi, dava notícia o viajante e botânico hispano-muçulmano Ibn al Baytar al Malqi, que nasceu em Málaga e morreu em Damasco no ano de 1248. Contava que seu primeiro encontro com o cannabis foi no Egito; lá observou que os sufis cozinhavam as folhas e inflorações a fogo lento, até que se secavam. Logo, as prensavam e formavam uma espécie de pílulas, acabando-as de tostar com gergelim e açúcar. As comiam com fruição, como se fossem guloseimas. De seu consumo desmedido, Al Malqi contava: “Os sufis que consomem o haxixe demonstram constantemente seu efeito pernicioso, já que debilita suas mentes, aparecem como maníacos e inclusive os leva até a morte’.&lt;br /&gt;No ano de 1253, o sultão do Egito, Najm al Din Ayyub, ordena o corte e queima das plantas de cânhamo que tradicionalmente se cultivavam em um jardim da cidade do Cairo, chamado Kafur. Tamanha era a demanda, que os camponeses dos arredores, ao saber que a lei só afetava à cidade, decidiram plantá-lo em seus campos e fazer do mercado de haxixe um próspero negócio.&lt;br /&gt;No mundo islâmico da Idade Média, os ataques contra o consumo desmedido de haxixe cresciam na mesma medida em que se considerava fonte de heterodoxia na religião e gerava problemas de ordem. Uma vez condenada sua possível ação terapêutica, o cânhamo passa a fazer parte dos tratados sobre enfermidades, como o escrito por Badr al Din al Zarkasi: ‘As folhas do cânhamo cultivado produzem dor de cabeça, consomem e secam o sêmen e geram muitas cavilações (...) ; provoca febre héctica, tuberculose, hidropsia e sodomia passiva’...&lt;br /&gt;De sodomia se acusava com frequência os sufis e, por extensão, aos Assassinos, já que se entendia que a sodomia era o resultado de padecer a doença descrita como ‘sodomia passiva’. Esta seria uma doença na qual se inflamam os músculos que rodeiam o ânus e incitariam, ao que a padeceriam, a que continuamente se esteja coçando, chegando a ponto de desejar ser sodomizado, em busca de alívio. Fica claro que não se tratava de uma conjetura muito científica.&lt;br /&gt;A notícia sobre o uso do cannabis entre os povos do Oriente chega na Idade Média a Europa, da pena do abade Arnoldo de Lübeck (séc. XII); em sua obra Cronica Slavorum, este religioso conta os efeitos do cânhamo entre certas seitas otomanas – os dervixes, seguramente – e nomeia a outros, chamados ‘assassinos’, dos quais se conta que cometem seus crimes sob o efeito alucinógeno dessa planta. Na Espanha se escutará pela primeira vez a palavra ‘assassino’ quando Alfonso X ‘o Sábio’ a inclua sem suas famosas cantigas, no século XIII.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-QJ5W92lhI/AAAAAAAAAM4/DltlV0YR72g/s1600/g037.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 301px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468506728556828178" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-QJ5W92lhI/AAAAAAAAAM4/DltlV0YR72g/s400/g037.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para se ler Poemas de Rumi, visitem: &lt;a href="http://www.sertaodoperi.com.br/poesiasufi/poesia/rumi_colet.htm"&gt;Sertão do Peri&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.rumi.net/"&gt;Rumi Network&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-4796173622435025284?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/4796173622435025284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=4796173622435025284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/4796173622435025284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/4796173622435025284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/05/haxixe-sufis-e-isla.html' title='Haxixe, Sufis e Islã'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S-QJV5HKrGI/AAAAAAAAAMw/l5S_EKIBUyI/s72-c/rumicalix.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-6620503862707293669</id><published>2010-05-01T16:19:00.004-03:00</published><updated>2010-05-01T16:58:34.173-03:00</updated><title type='text'>Tritão, um planeta capturado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S9yHCETbIBI/AAAAAAAAAMg/qPyi7aNxIb4/s1600/tritonLuneDeNeptune.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S9yHCETbIBI/AAAAAAAAAMg/qPyi7aNxIb4/s400/tritonLuneDeNeptune.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466392517305638930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.astronoo.com/pt/satelitesDeNetuno.html"&gt;Astronoo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo depois que Plutão foi desclassificado pelos astrônomos como planeta do sistema solar, os adeptos das teorias de Zecharia Sitchin sobre a &lt;a href="http://www.astrothon.com/Artigos/ArtigoIt0026"&gt;Volta de Nibiru&lt;/a&gt; não souberam assimilar a notícia à sua teoria baseada nos vestígios da literatura suméria, e quando houve a notícia de que a descoberta de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89ris_%28planeta_an%C3%A3o%29"&gt;Éris&lt;/a&gt; pelo astrônomo californiano Michael Brown poderia representar a descoberta do planeta dos Annunaki (ou "planeta X"), tampouco se entendeu bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Euzinho da silva, Eduardo Bayer, nas planuras do Rio Grande do Sul, tive uma curiosa participação na descoberta de Éris. Dias antes, e até foi documentado pois quis contá-lo na lista "Terramistica" de que participava, tive um curioso sonho. Estava com uma tacha dourada, esses chamados percevejos, virado de cabeça para baixo, como uma antena minúscula, sobre uma Bíblia que tinha sobre as pernas, e lia assim esse trecho: "e um grande planeta desapare ..." (as letras desapareciam). Eu me indagava de como podia ser isto das letras terem também desaparecido e uma voz me explicava que, junto de Netuno, havia algo que os cientistas ainda não se haviam percatado, mas que era uma verdadeira bomba armada. E quando isso acontecesse, todo o sistema seria movido e transformado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que tenho eu a ver com visões celestiais, minúsculo aqui na face do planeta Terra? Mas por aqueles dias um hacker espanhol entrou no site do observatório da Califórnia e divulgou a descoberta de Brown sobre Éris, na época ainda não nomeado, obrigando o descobridor a declarar-se de uma vez à mídia mundial. Eu achei curioso saber sobre a órbita excêntrica do novo planeta, e escrevi um mail para Michael Brown, indagando se ele passaria próximo a Netuno, pois tivera este sonho... Surpreendentemente, o cientista me respondeu e ainda conversamos umas duas vezes. Ficou claro que as observações preliminares eram insuficientes para traçar a equação da elipse desenvolvida por Éris, e ainda tenho minhas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fatos sobre &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trit%C3%A3o_%28sat%C3%A9lite%29"&gt;Tritão&lt;/a&gt; são de que este não é um satélite de Netuno e sim um planeta que se moveu para a sua órbita durante alguma catástrofe anterior (a destruição de Tiamat e o surgimento da Terra e do cinturão de asteróides?). Tritão é um planeta, o mais frio do sistema solar, e gira em sentido contrário ao sentido em que gira Netuno, ficando claro que um dia estes virão a colidir. Ora, Netuno é um gigante, que marca o limite entre os planetas próximos ao Sol e os mais distantes, exercendo papel de equilíbrio de massa nessa distribuição. Terá sido aquele meu sonho premonitório? E nesse caso, qual minha função nesse teatro do universo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre Tritão, leiam em &lt;a href="http://www.solarviews.com/portug/triton.htm"&gt;Solar Views.&lt;/a&gt; Também em&lt;a href="http://wisdomquarterly.blogspot.com/2009/11/sumerians-in-alaska-4th-kind-trailer.html"&gt; Sumerian Civilization and Buddhist Lore&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-6620503862707293669?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/6620503862707293669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=6620503862707293669&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/6620503862707293669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/6620503862707293669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/05/tritao-um-planeta-capturado.html' title='Tritão, um planeta capturado'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S9yHCETbIBI/AAAAAAAAAMg/qPyi7aNxIb4/s72-c/tritonLuneDeNeptune.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-2279948976282400753</id><published>2010-04-26T20:34:00.002-03:00</published><updated>2010-04-26T20:43:13.705-03:00</updated><title type='text'>Direitos de Mãe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S9YjekkhI2I/AAAAAAAAAMY/knopXzPgxlc/s1600/logooficialcmpp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S9YjekkhI2I/AAAAAAAAAMY/knopXzPgxlc/s400/logooficialcmpp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464594205980566370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Hoje, nossa Mãe Terra está ferida e o futuro da humanidade está em perigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Por se incrementar o aquecimento global em mais do que 2 º C, ao que nos levaria o chamado “Entendimento de Copenhage”, há 50% de chance de que os danos causados à nossa Mãe Terra sejam totalmente irreversíveis. Entre 20% e 30% das espécies estariam em perigo de desaparecer. Grandes extensões de floresta seriam afetadas, as secas e inundações afetariam diversas regiões do planeta, os desertos se estenderiam e se agravaria o derretimento das calotas polares e geleiras nos Andes e no Himalaia. Muitos estados insulares desapareceriam e a África sofreria um aumento de temperatura superior a 3 º C. Da mesma forma, a produção de alimentos do mundo se reduziria, com efeitos catastróficos para a sobrevivência dos habitantes de vastas regiões do planeta, e aumentaria drasticamente o número de famintos no mundo, que já ultrapassa a cifra de 1.020 milhões de pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Empresas e governos dos países chamados de "mais desenvolvidos" com a cumplicidade de um segmento da comunidade científica, coloca-nos para discutir as alterações climáticas como um problema limitado ao aumento da temperatura, sem questionar a causa que é o sistema capitalista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Enfrentamos a crise terminal do modelo patriarcal de civilização baseada na subjugação e destruição de seres humanos e a natureza, que se acelerou com a revolução industrial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O sistema capitalista impôs uma lógica de concorrência, o progresso e o crescimento ilimitado. Este modo de produção e consumo visa lucro sem limites, separando o homem da natureza, estabelecendo uma lógica de dominação, transformando tudo em mercadoria: a água, a terra, o genoma humano, as culturas ancestrais, a biodiversidade, justiça, ética, direitos dos povos, a morte e a própria vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Sob o capitalismo, a Mãe Terra se torna somente fonte de matérias-primas e os seres humanos em meios de produção e consumidores, em pessoas que valem pelo que e têm e não pelo que são.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O capitalismo requer uma forte indústria militar para o processo de acumulação e controle de territórios e recursos naturais, reprimindo a resistência dos povos. É um sistema imperialista de colonização do planeta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A humanidade está enfrentando um grande dilema: continuar no caminho do capitalismo, a depredação e a morte, ou o caminho da harmonia com a natureza e o respeito pela vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Exigimos a construção de um novo sistema para restaurar a harmonia com a natureza e entre seres humanos. Não pode haver equilíbrio com a natureza, se houver iniquidade entre os seres humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Colocamos para os povos do mundo a recuperação, capacitação e fortalecimento dos conhecimentos, saberes e práticas tradicionais dos Povos Indígenas, afirmados na experiência e proposta do "Viver Bem", reconhecendo a Mãe Terra como um ser vivo, com o qual temos uma relação indissociável, interdependente, complementar e espiritual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Para enfrentar a mudança climática devemos reconhecer a Mãe Terra como fonte de vida e de forjar um novo sistema baseado nos princípios: a harmonia e o equilíbrio entre todos e toda a complementaridade, a solidariedade e a equidade, bem-estar coletivo e à satisfação das necessidades básicas, tudo em harmonia com a pela Mãe Terra , respeito pelos Direitos da Mãe Terra e Direitos Humanos, em reconhecimento do ser humano pelo que é e não pelo que tem, a eliminação de todas as formas de colonialismo, o imperialismo e o intervencionismo, paz entre os povos e a Mãe Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O modelo que defendemos não é de desenvolvimento destrutivo nem ilimitado. Os países precisam produzir bens e serviços para satisfazer as necessidades básicas de sua população, mas não significa que podemos continuar neste caminho de desenvolvimento no qual os países ricos têm uma pegada de carbono cinco vezes maior do que o planeta pode suportar. Eles já tinham ultrapassado 30% sobre a capacidade do planeta para se regenerar. A este ritmo de superexploração da nossa Mãe Terra vamos precisar de dois planetas até 2030.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Em um sistema interdependente de que os seres humanos são um dos seus componentes não é possível reconhecer direitos só para o lado humano sem causar um desequilíbrio no sistema como um todo. Para garantir os direitos humanos e restabelecer a harmonia com a natureza é necessário reconhecer e fazer valer os direitos da Mãe Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Propomos o projeto adjunto da Declaração Universal de Direitos da Mãe Terra, na qual estão inseridos: Direito à vida, de existir; direito de ser respeitada; direito de continuar os seus ciclos de vida e processos isentos de perturbação humana; Direito de manter a sua identidade e integridade como seres distintos, auto-regulados e inter-relacionados; Direito à água como fonte de vida; Direito ao ar puro; Direito à saúde integral; Direito de ser livre de contaminação e poluição, resíduos tóxicos e radioativos; Direito a não ser geneticamente alterada e modificada na sua estrutura ou função, ameaçando sua integridade ou funcionamento vital e saudável; Direito a uma restauração completa e rápida para as violações dos direitos reconhecidos na Declaração causadas por atividades humanas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A visão compartilhada é estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa para dar cumprimento ao artigo 2 º da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que determina a "estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático ". Nossa visão é baseada no princípio histórico de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, para exigir que os países desenvolvidos se comprometam com metas quantificadas de redução de emissões que permitam que as concentrações de retorno de gases de efeito estufa na atmosfera em 300 ppm e, portanto, limitar o aumento da temperatura média global a um nível máximo de 1 C.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Sublinhando a necessidade de medidas urgentes para alcançar esta visão, e com o apoio das pessoas, movimentos e países, os países desenvolvidos devem comprometer-se com objetivos ambiciosos de redução das emissões, que permitam atingir os objetivos a curto prazo, mantendo a nossa visão para o equilíbrio do sistema climático da Terra, de acordo com o objetivo último da Convenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A "visão compartilhada" para a " Ação Cooperativa a Longo Prazo " não deve ser reduzida às negociações das alterações climáticas para definir o limite para o aumento da temperatura e da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, mas deve compreender um conjunto amplo e equilibrado de medidas financeiras, tecnológicas, adaptação, desenvolvimento de capacidades, padrões de produção, consumo e outros itens essenciais, como o reconhecimento dos direitos da Mãe Terra para restaurar a harmonia com a natureza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Os países desenvolvidos , principais causadores das alterações climáticas, assumindo sua responsabilidade histórica e atual, devem reconhecer e honrar a sua dívida climática em todas as suas dimensões, como base para uma solução justa das alterações climáticas, eficaz e científica. Neste contexto, instamos os países desenvolvidos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Restabelecer aos países em desenvolvimento o espaço atmosférico ocupado por suas emissões de gases de efeito estufa. Isto implica a descolonização da atmosfera mediante a redução e absorção, as suas emissões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Assumir os custos de transferência de tecnologia e as necessidades dos países em desenvolvimento pela perda de oportunidades de desenvolvimento por viver em um espaço atmosférico restringido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Fazer-se responsáveis por centenas de milhões que terão de migrar pela mudança climática que tenham causado e para remover as suas políticas restritivas em matéria de migração e aos migrantes proporcionar uma vida decente e todos os direitos em seus países.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Assumir a dívida da adaptação em relação aos impactos da mudança climática nos países em desenvolvimento, fornecendo os meios para prevenir, minimizar e lidar com os danos decorrentes de suas emissões excessivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Honrar essas dívidas, como parte de uma dívida maior com a Mãe Terra para tomar e implementar a Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra nas Nações Unidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O foco não deve ser apenas uma compensação financeira, mas principalmente da justiça restaurativa - que está restaurando a integridade das pessoas e os membros que formam uma comunidade de vida na Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Lamentamos a tentativa de um grupo de países para cancelar o Protocolo de Kyoto, o instrumento de ligação específica para reduzir as emissões de gases de efeito estufa nos países desenvolvidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Advertimos ao mundo que apesar de estar legalmente obrigados as emissões dos países desenvolvidos, em vez de reduzir, cresceu 11,2% entre 1990 e 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Estados Unidos por causa do consumo ilimitado aumentou as emissões de GEE 16,8% no período 1990-2007, emitindo, em média, entre 20 e 23 toneladas de CO2 per capita, o que representa mais de 9 vezes as emissões de habitante médio do Terceiro Mundo, e mais de 20 vezes as emissões de um habitante da África subsariana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Absolutamente rejeitar o ilegítimo "Entendimento de Copenhagen", que permite que países desenvolvidos ofereçam reduções insuficiente de gases de efeito estufa, com base em compromissos voluntários e pessoais que violam a integridade ambiental da Mãe Terra, levando a um aumento de cerca de 4 º C.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A próxima Conferência sobre Mudança Climática que será realizada ainda este ano no México deve aprovar a emenda do Protocolo de Quioto, para o segundo período de compromisso para começar em 2013-2017 em que os países desenvolvidos devem se comprometer com significativas reduções internas de pelo menos 50% em comparação com ano base 1990, excluindo os mercados de carbono ou outros sistemas de desvio que mascaram a falta de reduções reais de emissões de gases de efeito estufa. Exigimos primeiro estabelecer uma meta para todos os países desenvolvidos e, em seguida, cotas individuais para cada país desenvolvido no contexto de um esforço de comparação entre cada uma delas, mantendo assim o sistema do Protocolo de Quioto de redução das emissões . Os Estados Unidos da América, como o único país da Terra no anexo 1, que não ratificaram o Protocolo de Quioto tem uma grande responsabilidade para com todos os povos do mundo porquanto ele deveria ratificar o Protocolo de Kyoto e se comprometer a respeitar e cumprir de metas de redução das emissões de economia de escala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Os povos têm os mesmos direitos de proteção aos impactos da mudança do clima e rejeitam a noção de adaptação às alterações climáticas entendida como a renúncia aos impactos causados pelas emissões históricas dos países desenvolvidos, que devem adaptar os seus estilos de vida e consumo para essa emergência planetária. Somos forçados a lidar com os impactos das alterações climáticas, considerando a adaptação como um processo e não como uma imposição, e também como uma ferramenta que serve para contrariar esta situação, mostrando que é possível viver em harmonia sob um modelo de vida diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;É preciso criar um Fundo de Adaptação, como um fundo exclusivo para abordar a mudança climática como parte de um mecanismo financeiro utilizado e gerido de forma soberana, transparente e equitativa para nossos estados. Baseado nesse fundo devem ser avaliados os impactos e os custos nos países em desenvolvimento e as necessidades que esses impactos derivem, e registrar e monitorar o apoio dos países desenvolvidos. Ele também deve lidar com um mecanismo de compensação para os danos ocorridos por impactos e futuros, por perda de oportunidades e a reposição por eventos climáticos extremos e graduais e custos adicionais que poderiam surgir se o nosso planeta ultrapasse os limiares ecológicos e os impactos que são limitantes ao direito de Viver Bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O "Entendimento de Copenhagen” imposto aos países em desenvolvimento por alguns Estados, além de oferecer recursos insuficientes, pretende dividir e enfrentar os povos e tenta extorquir dinheiro de países em desenvolvimento, condicionando o acesso aos recursos de adaptação em troca de medidas de mitigação. Além disso se estabelece como inaceitável nos processos de negociação internacional a tentativa de classificar os países em desenvolvimento por sua vulnerabilidade às alterações climáticas, criando conflitos, desigualdades e segregações entre eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O imenso desafio que enfrentamos como humanidade para deter o aquecimento global e resfriamento do planeta só será possível com a realização de uma profunda transformação da agricultura em um modelo sustentável de produção agrícola e camponesa e indígena/ originário, e outros modelos e práticas ancestrais ecológicas que contribuem para a resolver o problema da mudança climática e garantir a soberania alimentar, entendida como o direito dos povos de controlar suas próprias sementes, terra, água e produção de alimentos, assegurando, através da produção em harmonia com a Mãe Terra, local e culturalmente apropriados, o acesso dos povos a alimentos suficientes, variados e nutritivos em complementação com a Mãe Terra e aprofundando a produção independente (participativa, comunitária e partilhada) em cada nação e povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A mudança climática já está produzindo impactos profundos sobre a agricultura e os meios de subsistência dos povos indígenas / originários e camponeses do mundo e os impactos vão ser pior no futuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O agronegócio através do seu desenvolvimento social, econômico e cultural da produção capitalista globalizado e da lógica da produção de alimentos para o mercado e não para satisfazer o direito à alimentação é uma das principais causas da mudança climática. Suas ferramentas tecnológicas, comerciais e políticas, nada mais fazem que aprofundar a crise do clima e aumentar a fome no mundo. Por este motivo, rejeitamos os Tratados de Livre Comércio e os Acordos de Associação e todas as formas de aplicação de direitos de propriedade intelectual sobre a vida, os atuais pacotes tecnológicos (agrotóxicos, transgênicos) e aqueles que se oferecem como falsas soluções (biocombustíveis, a geoengenharia, a nanotecnologia, a tecnologia Terminator e semelhantes) que só exacerbarão a crise atual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Ao mesmo tempo, denunciar o que este modelo capitalista impõe mega projetos de infra-estrutura, invade territórios com projetos extrativistas, privatiza e mercantiliza a água e militariza territórios expulsando os povos indígenas e agricultores de suas terras, impedindo a Soberania Alimentar e aprofundando a crise sócio-ambiental.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Exigimos o reconhecimento do direito de todos os povos, os seres vivos e a Mãe Terra para acessar e desfrutar da água e apoiar a proposta do Governo da Bolívia para reconhecer a água como um Direito Humano Fundamental.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A definição de floresta utilizadas nas negociações da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, a qual inclui plantações é inaceitável. As monoculturas não são florestas. Portanto, precisamos de uma definição para fins de negociação, que reconhece as florestas nativas, selvas e a diversidade de ecossistemas sobre a terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas deve ser plenamente reconhecida, aplicada e integrada nas negociações de mudanças climáticas. A melhor estratégia e medidas para evitar o desmatamento e degradação e proteger as florestas nativas e a selva é reconhecer e garantir os direitos coletivos das terras e territórios, especialmente considerando que a maioria das florestas estão em territórios de povos e nações indígenas e comunidades tradicionais de agricultura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Nós condenamos os mecanismos de mercado e do mecanismo de REDD (Redução das emissões resultantes da desflorestação e degradação florestal) e suas versões +e + +, que está violando a soberania dos povos e seu direito ao consentimento livre, prévio e informado e da soberania dos Estados-nação, e viola os direitos e os costumes dos povos e os direitos da natureza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Os países poluidores são obrigados a transferir diretamente os recursos econômicos e tecnológicos para pagar a restauração e manutenção das florestas em favor dos povos indígenas e as estruturas organizacionais ancestral, originárias, campesinas. Esta deve ser uma compensação direta e de fontes adicionais de financiamento comprometidos pelos países desenvolvidos fora do mercado de carbono e nunca servir como créditos de carbono (offsets). Exigimos que os países parem com iniciativas locais sobre as florestas e florestal, com base em mecanismos de mercado e propõe resultados inexistentes e condicionados. Apelamos aos governos um programa global para restaurar florestas nativas e florestas, gerido e administrado pelo povo, a implementação de sementes florestais, árvores frutíferas e flora nativas. Os governos devem eliminar concessões florestais e apoiar a conservação de óleo no subsolo e acabar urgententemente com a exploração de hidrocarbonetos na selva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Instamos os Estados a reconhecer, respeitar e garantir a aplicação efetiva das normas internacionais de direitos humanos e os direitos dos Povos Indígenas, incluindo Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, Convenção 169 da OIT , entre outros instrumentos relevantes das negociações, políticas e medidas para enfrentar os desafios colocados pelas alterações climáticas. Em especial, chamamos os Estados a reconhecer legalmente a existência prévia do direito sobre os nossos territórios, terras e recursos naturais para habilitar e fortalecer nossas formas tradicionais de vida e contribuir eficazmente para resolver as mudanças climáticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Exigimos a aplicação integral e efetiva do direito de consulta, participação e prévio consentimento livre e informado dos povos indígenas em todos os processos de negociação e na concepção e implementação de medidas relativas às alterações climáticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Atualmente, a degradação ambiental e as alterações climáticas irão atingir níveis críticos, uma das principais conseqüências da migração interna e internacional. De acordo com algumas projeções, em 1995, havia cerca de 25 milhões de migrantes climáticas, este é estimado em 50 milhões e as projeções para 2050 são 200 a 1000 milhões de pessoas serão deslocadas por situações decorrentes das alterações climáticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Os países desenvolvidos devem assumir a responsabilidade de migrantes climáticos, acolhendo-os em seus territórios e reconhecendo seus direitos fundamentais através da assinatura de convenções internacionais que prevêem a definição de migrantes climáticos para que todos os Estados respeitem as suas determinações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Estabelecer um Tribunal Internacional de Consciência para denunciar, tornar visível, o documento, julgar e punir as violações dos direitos do (s) migrantes, refugiados (as) e pessoas deslocadas nos países de origem, trânsito e destino, identificando claramente as responsabilidades dos Estados, empresas e outros atores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O financiamento atual para os países em desenvolvimento à mudança climática e com a proposta de Acordo de Copenhagen é insignificante. Os países desenvolvidos devem comprometer-se a um novo financiamento anual, fonte adicional de assistência oficial ao desenvolvimento e público de pelo menos 6% do seu PIB para combater a mudança climática nos países em desenvolvimento. Isso é viável, considerando que uma quantidade similar gastos em defesa nacional e destinaram cinco vezes mais para salvar bancos falidos e os especuladores, o que levanta sérias questões sobre suas prioridades globais e vontade política. Este financiamento deverá ser direto, incondicional e não violar a soberania nacional ou a autodeterminação das comunidades e grupos mais afetados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Dada a ineficácia do atual sistema, na Conferência do México deve estabelecer um novo mecanismo de financiamento que opera sob a autoridade da Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre as Alterações Climáticas das Nações Unidas responsável perante ela, com uma representação significativa dos países em desenvolvimento para garantir o cumprimento dos compromissos de financiamento de países do Anexo 1.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Apurou-se que os países desenvolvidos aumentaram as suas emissões durante o período 1990 - 2007, apesar de terem afirmado que a redução seria coadjuvada substancialmente pelos mecanismos de mercado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O mercado de carbono se tornou um negócio lucrativo por comercializar nossa Mãe Terra, esta não é uma alternativa para combater as alterações climáticas, porque saqueia, devasta a terra, a água e até mesmo a própria vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A recente crise financeira tem demonstrado que o mercado é incapaz de regular o sistema financeiro, que é frágil e incerto, em meio à especulação e à emergência de corretores, portanto, seria totalmente irresponsável deixar em suas mãos o cuidado e proteção da existência humana e de nossa Mãe Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Consideramos inaceitável que as negociações em curso pretendam criar novos mecanismos para ampliar e promover o mercado de carbono, dado que os mecanismos existentes nunca resolveram o problema da mudança climática nem se tornaram ações diretas e reais na redução dos gases de efeito estufa .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;É essencial para exigir o cumprimento dos compromissos assumidos pelos países desenvolvidos na Convenção das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas para o desenvolvimento e transferência de tecnologia e rejeitar a "vitrine tecnológica", proposto pelos países desenvolvidos que apenas comercializam tecnologias. É essencial estabelecer diretrizes para a criação de um mecanismo multilateral e multidisciplinar para o controle participativo, a gestão e avaliação contínua do intercâmbio de tecnologias. Essas tecnologias devem ser úteis, limpas e socialmente adequadas. É igualmente essencial estabelecer um fundo de financiamento e de estoque de tecnologias adequadas e livres de direitos de propriedade intelectual, incluindo os monopólios de patentes que devem deslocar-se de domínio privado para público, de livre acessibilidade e de baixo custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O conhecimento é universal, e por nenhum motivo pode ser objeto de propriedade privada e uso privado, nem suas aplicações na forma de tecnologia. É dever dos países desenvolvidos compartilhar sua tecnologia com os países em desenvolvimento, criar centros de pesquisa para criação de suas próprias tecnologias e inovações, bem como defender e promover o seu desenvolvimento e aplicação para viver bem. O mundo precisa para se recuperar, aprender, reaprender os princípios e enfoques do legado ancestral dos povos originários para parar a destruição do planeta, bem como conhecimentos e práticas ancestrais e de recuperação da espiritualidade na reinserção do viver bem junto com a Mãe Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Considerando a falta de vontade política por parte dos países desenvolvidos para atender com eficácia as suas obrigações e compromissos no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e do Protocolo de Kyoto, e frente a inexistência de um organismo jurídico internacional para evitar e punir todos aqueles delitos e crimes ambientais e climáticos que violam os direitos da Mãe Terra e da humanidade, pedimos a criação de um Tribunal Internacional de Justiça Climática e Ambiental que tenha a capacidade jurídica vinculante para prevenir, julgar e punir os Estados , empresas e pessoas que por ação ou omissão causam a contaminação e as alterações climáticas. Apoiar os Estados para apresentar as alegações no Tribunal Internacional de Justiça contra os países desenvolvidos que não cumprirem os seus compromissos no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática e do Protocolo de Quioto, incluindo os seus compromissos de redução dos gases com efeito estufa . Conclamamos o povo a propor e promover uma reforma profunda da Organização das Nações Unidas (ONU), de modo que todos os Estados-Membros cumpram as decisões do Tribunal Internacional de Justiça Climática e Ambiental.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O futuro da humanidade está em perigo e não podemos aceitar que um grupo de líderes de países queiram definir por todos os países, como tentaram fazer sem sucesso na Conferência das Partes em Copenhague. Esta decisão compete a nós, todos os povos. Por conseguinte, é necessário realizar um Referendo Mundial, plebiscito ou consulta popular sobre mudança do clima em que todos nós somos consultados sobre: o nível de reduções de emissões a ser feita pelos países desenvolvidos e as corporações transnacionais, o financiamento a ser oferecido por países desenvolvidos, a criação de um Tribunal Internacional de Justiça Climática: a necessidade de uma Declaração Universal da Mãe Terra, a necessidade de alterar o atual sistema capitalista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O processo de Referendo Mundo, plebiscito ou consulta será fruto de um processo de preparação para assegurar o êxito do mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A fim de coordenar nossas atividades internacionais e implementar os resultados do presente “Acordo dos Povos” chamamos para construir um Movimento Mundial dos Povos pela Mãe Terra, que se baseará nos princípios da complementaridade e respeito pela diversidade de origem e visões dos seus membros, constituindo um espaço amplo e democrático de coordenação e ação conjunta a nível mundial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Para este fim foi adotado o plano de ação global anexado que no México os países desenvolvidos do Anexo 1 a respeitar o quadro jurídico existente e reduzir as suas emissões de gases de efeito estufa em 50% e levar as diferentes propostas contidas no presente Acordo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Finalmente, acordamos em manter a segunda Conferência Mundial dos Povos sobre Mudança do Clima e dos Direitos da Mãe Terra, em 2011, como parte desse processo de construção do Movimento Mundial dos Povos pela Mãe Terra e para reagir aos resultados dos Conferência sobre Mudança Climática que será realizada ainda este ano, em Cancun, no México.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução do espanhol: &lt;a href="http://transnet.ning.com/profiles/blog/list?user=2zviabh17rlb1"&gt;Eduardo Sejanes Cezimbra&lt;/a&gt;. Para ler o documento completo em pdf, cliquem &lt;a href="http://envivo.cmpcc.org.bo/IMG/pdf/Acuerdo_de_los_Pueblos_FINAL.pdf"&gt;aqui&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-2279948976282400753?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/2279948976282400753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=2279948976282400753&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/2279948976282400753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/2279948976282400753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/04/direitos-de-mae.html' title='Direitos de Mãe'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S9YjekkhI2I/AAAAAAAAAMY/knopXzPgxlc/s72-c/logooficialcmpp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-8878342631497903112</id><published>2010-04-17T10:28:00.002-03:00</published><updated>2010-04-17T10:49:48.863-03:00</updated><title type='text'>A Descoberta do Mel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S8m3rDvgLGI/AAAAAAAAAMQ/CzovSWrPEUs/s1600/HoneyCosimo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 239px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S8m3rDvgLGI/AAAAAAAAAMQ/CzovSWrPEUs/s400/HoneyCosimo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461097973530242146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A Descoberta do Mel - Piero di Cosamo, 1505-1510&lt;br /&gt;Art Museum, Worcester&lt;br /&gt;Image from &lt;a href="http://www.wga.hu/"&gt;Web Gallery of Art&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Michel Eyquem de Montaigne (1533- 1592) foi escritor e ensaísta francês, considerado por muitos como o inventor do ensaio pessoal. Nas suas obras e, mais especificamente nos seus “Ensaios”, analisou as instituições, as opiniões e os costumes, debruçando-se sobre os dogmas da sua época e tomando a generalidade da humanidade como objeto de estudo. O canibalismo foi abordado por Montaigne através do contato dos europeus com os índios, habitantes do Novo Mundo e, em especial, dos índios brasileiros. Essa prática, condenada pelos europeus, adquiriu novos modos de interpretação em que diferentes visões eram usadas pelo filósofo francês em múltiplos significados simbólicos. Entre as diversas suposições estaria a de que o canibalismo era uma maneira pela qual um guerreiro adquiriria a força e a coragem do herói vencido. Mas, o canibalismo também era interpretado pelos europeus como uma das mais primitivas barbaridades, sem propósito maior do que o sofrimento humano. Dessa maneira, Montaigne retrata, neste texto clássico, as mais diversas interpretações e medos a respeito do desconhecido Novo Mundo. O livro também serve de porta de entrada para o complexo pensamento de um dos mais brilhantes filósofos da tradição ocidental. Para Montaigne, num jogo sutil de argumentação, os “bárbaros” não seriam aqueles que habitavam a parte desconhecida do mundo, mas sim os indivíduos que se encontravam no Velho Mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Hos natura modos primum dedit&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Eis as primeiras leis que a natureza deu”. (Virgílio, 10, Georg., II, 20).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Vivem numa região do país muito aprazível e tão saudável que, segundo me dizem meus testemunhos, é raro encontrar-se lá uma pessoa doente; e asseguram–me também que nunca lá viram gente com tremuras, nenhum remelento, desdentado ou vergado sob o peso da velhice. Estão estabelecidos ao longo do mar, e defendidos do lado da terra por grandes e altas montanhas que se estendem a distância de cem léguas do mar aproximadamente. Têm em abundância carne e peixes, que em nada se assemelham aos nossos e que comem sem condimento, apenas assados. O primeiro homem que lhes apareceu montado a cavalo, embora já se tivessem relacionado com ele em várias viagens anteriores, causou-lhes tanto horror naquela postura que o mataram a setadas antes de o reconhecerem. Suas casas são muito compridas, com capacidade para duzentas ou trezentas almas. Cobrem-nas com a casca de grandes árvores, estão fixas à terra por um extremo e apoiam-se dos lados umas contra as outras, como algumas das nossas granjas; a parte que as cobre chega até ao solo, servindo-lhes de flanco. Têm madeira tão dura que a usam para cortar, e com ela fazem espadas e grelhas para assar os alimentos. Os leitos, feitos de tecido de algodão, estão suspensos do tecto como os dos nossos navios, e cada um ocupa o seu, porque as mulheres dormem separadas dos maridos. Levantam-se ao nascer do sol e comem logo depois, para todo o dia; porque não fazem outra refeição. Durante esta não bebem, como ‘ outros povos do Oriente, os quais, segundo Suidas, só bebem fora das comidas, mas várias vezes ao dia e abundantemente. Sua bebida é feita de certa raiz, e tem a cor dos nossos vinhos claretes. Só a bebem morna. Não se conserva senão dois ou três dias, tem o gosto um pouco picante, não sobe à cabeça, é boa para o estômago, e tem o efeito de um laxante para os que não estão habituados a ela, mas para os outros é muito agradável. Em vez de pão, comem determinada substancia branca, uma espécie de coentro açucarado. Provei-a; é doce e um tanto insípida. Passam o dia a dançar. Os mais moços dedi-cam-se à caça grossa, armados de arcos, enquanto uma parte das mulheres trata de esquentar a bebida, sua principal ocupação. H;á sempre um ancião que, de manhã, antes da comida, faz prédicas em comum a todos os habitantes da granjaria, passeando de um lado para o outro, e repetindo várias vezes a mesma exortação até dar a volta à casa (porque são construções que medem uns bons cem passos de comprimento). Só lhes recomenda duas coisas: valor para se defrontarem com os inimigos e amizade para as mulheres. E jamais deixam de ponderar esta última obrigação, repetindo sempre que são elas que lhes conservam a bebida morna e bem temperada. Pode-se ver em certos lugares, e entre eles em minha casa, onde tenho alguns, a forma de seus leitos, de seus cordões, de suas espadas e dos braceletes de madeira com que cobrem os punhos nos combates, bem como das grandes canas abertas em uma das extremidades e ao som das quais marcam a cadência da dança. Trazem a cabeça rapada e fazem a barba muito melhor do que nós, sem necessidade de outra navalha que não seja a madeira e a pedra. Crêem na eternidade das almas: as que merecem bem dos deuses repousam no lugar do céu onde o sol nasce, e as malditas no lado do Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm não sei que espécie de sacerdotes e profetas que raras vezes se apresentam diante do povo e que vivem nas montanhas. Quando eles chegam, celebra-se uma grande festa, e uma assembleia solene, da qual participam vários povoados (cada granjaria, como já descrevi, forma um povoado, que fica distante do mais próximo uma légua francesa aproximadamente). O profeta fala-lhes em público, exortando-os à virtude e ao dever; mas toda a sua ciência ética se resume em dois artigos: resolução para a guerra e afecto às esposas. Fazem-lhes prognósticos sobre as coisas do futuro e os acontecimentos que devem esperar de suas empresas, encaminhando-os ou desviando-os da guerra. Mas, se falham no adivinhar, se acontece o contrário do que predizem, são presos, esquartejados em mil pedaços e condenados. como falsos profetas. Assim, o que uma vez se engana desaparece para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adivinhar é um dom que só a Deus cabe dar; eis por que comete impostura digna de ser punida o que desse dom abusa. Entre os Citas, os adivinhos que se enganavam eram postos, de mãos e pés agrilhoados, em cima de carros de bois cheios de mato, e ali queimados. Nos que regem as coisas sujeitas à condição humana é per doável que façam tudo quanto podem para cumprir sua missão. Mas os outros, os que nos enganam com a infalibilidade de uma faculdade extraordinária que cai fora do nosso conhecimento, por que não castigá-los quando não mantêm o efeito de suas promessas, e pela temeridade de suas imposturas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem as guerras às nações situadas do outro lado das montanhas, terra a dentro; vão a elas completamente nus, levando como únicas armas arcos e espadas de madeira aguçadas na ponta, como as línguas dos nossos venábulos. É coisa de maravilhar a firmeza de seus costumes, que acabam sempre em mortandade ou em efusão de sangue, pois não sabem o que seja fuga ou pânico. Cada qual traz por troféu a cabeça do inimigo a quem deu morte, e pendura-a à entrada de sua casa. Depois de terem dado por algum tempo bom trato aos prisioneiros, facilitando-lhes todas as comodidades ao alcance de sua imaginação, o chefe congrega seus amigos em uma grande assembleia; ata uma corda a um dos braços do prisioneiro, segurando na outra ponta, a alguns passos de distância, com medo de ser ferido, e dá o outro braço a segurar, da mesma forma, ao melhor de seus amigos; então ambos o abatem a golpes de espada, perante toda a assembleia. Feito isto, assam-no e comem-no entre todos e enviam alguns pedaços aos amigos ausentes. Isto não é, como se poderia imaginar, para alimento, como os antigos Citas, mas sim para levar a vingança ao último extremo. E a prova é que, sabendo que os Portugueses, que se tinham aliado com os seus adversários, aplicavam outra espécie de morte aos canibais quando estes caíam prisioneiros, morte que consistia em enterrá-los até à cinta e assestar à parte descoberta grande número de setas, enf orcando-os depois, pensaram que, como eram gente do outro lado do mundo, e tinham propagado o conhecimento de muitos vícios entre os povos seus vizinhos e os avantajavam na mestria de toda a sorte de malícias, não realizavam sem razão aquele género de vingança mais dura que a sua, começaram a abandonar seu antigo método para adoptar aquele. Não me pesa acentuar o horror bárbaro que tal acção (significa, mas sim que tanto condenemos suas faltas e tão cegos sejamos para as nossas. Penso que há mais barbárie em comer um homem vivo que morto, dilacerar com tormentos e martírios um corpo ainda cheio de vitalidade, assá-lo lentamente e arrojá-lo aos cães e aos porcos, que o mordem e martirizam (como vimos recentemente, e não lemos, entre vizinhos e concidadãos, e não entre antigos inimigos, e, o que é pior, sob pretexto de piedade e de religião) que em o assar e comer depois de morto. Crisipo e Zenon, chefes da seita estóica, opinavam que não havia mal nenhum em nos servirmos dos nossos semelhantes como alimento, se a necessidade a tal nos obrigasse; sitiados nossos antepassados por César na cidade de Alésia, resolveram obviar a fome do assédio com os corpos dos anciãos, mulheres e outras pessoas inúteis para o combate."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montaigne - &lt;a href="http://www.consciencia.org/dos_canibais_montaigne.shtml"&gt;Dos Canibais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ler: "&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-77012006000200001&amp;amp;script=sci_arttext"&gt;O Brasil de Montaigne&lt;/a&gt;", de Frank Lestringant. Fontes: &lt;a href="http://www.fflch.usp.br/dh/heros/antigosmodernos/renascimento/montaigne/ensaios/education.htm"&gt;Ensaios USP&lt;/a&gt;, blog "&lt;a href="http://adescobertadomel.blogspot.com/2009_07_01_archive.html"&gt;A Descoberta do Mel&lt;/a&gt;", &lt;a href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/materia_prima/ver_materia_prima.asp?menu=MP&amp;amp;id_tipo=1&amp;amp;pg=2&amp;amp;id_post=147257&amp;amp;caller=/conteudo/materia_prima/index.asp"&gt;Comunique-se&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.alamedaeditorial.com.br/dos-canibais"&gt;Alameda Editorial&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-8878342631497903112?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/8878342631497903112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=8878342631497903112&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/8878342631497903112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/8878342631497903112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/04/descoberta-do-mel.html' title='A Descoberta do Mel'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S8m3rDvgLGI/AAAAAAAAAMQ/CzovSWrPEUs/s72-c/HoneyCosimo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-5909024323516919676</id><published>2010-04-09T10:03:00.004-03:00</published><updated>2010-04-09T10:45:50.938-03:00</updated><title type='text'>Ex Ovo Omnia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S78ohi0vh-I/AAAAAAAAAMI/7E4UNEPdrWc/s1600/1_4_Box_exovo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S78ohi0vh-I/AAAAAAAAAMI/7E4UNEPdrWc/s400/1_4_Box_exovo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458125830145148898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;William Harvey&lt;br /&gt;Ex ovo omnia (pormenor)&lt;br /&gt;1651&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Omne vivum ex ovo&lt;/span&gt;. [Atribuído a Harvey]. "Todo ser vivo provém de um ovo". &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Omne vivum ex vivo&lt;/span&gt;. "Tudo que é vivo vem de um ser vivo". VIDE: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ex ovo omnia. Omne animale ex ovo. Omnia animalia ex ovo.Ex ovo omnia. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;O famoso epigrama não está no texto, mas no gravado do frontispício de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exercitationes de generatione animalum&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, livro onde o médico inglês William Harvey (1578-1657), que descobriu, em 1628, a circulação do sangue, afirmava que todo o ser vivo provinha de um ovo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ex ovo omnia&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt; Esta seria a resposta para o célebre enigma popular (dilema de causalidade): "Quem veio antes, o ovo ou a galinha?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, o The Times brincou assim: "Um cientista, um filósofo e um avicultor acreditam ter descoberto a resposta para uma das perguntas mais intrigantes da humanidade: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? A resposta dada pelos pensadores e pelos granjeiros é que o ovo veio antes (...). O argumento é que o material genético não se transforma durante a vida do animal, mas que a primeira ave que se transformou no que chamamos hoje de galinha, existiu primeiro como embrião no interior de um ovo. O professor John Brookfield, especialista de genética da evolução da Universidade de Nottigham, na Inglaterra, disse que a questão estava resolvida para ele. O organismo vivo no interior do ovo teria o mesmo DNA do que o animal que, logo, se transformaria na "primeira coisa viva que podemos classificar, sem medo, de membro dessa espécie é o primeiro ovo". Para David Papineau, especialista em filosofia da Ciência do King's College, em Londres, se o primeiro pintinho saiu de um ovo é um erro pensar que, o ovo que gerou a galinha, produzido por pais de outra espécie, sofreu mutação. - Se tem um pintinho dentro, o ovo é de galinha. Se um canguru colocasse ovo, e do ovo saísse um avestruz, o ovo seria de avestruz, não de canguru - disse Papineau. A reportagem ouviu ainda o avicultor e presidente de um organismo do setor de aves, que também contribuiu para o debate, Charles Bourns.&lt;br /&gt;- Os ovos existiam antes mesmo de nascer o primeiro pintinho. Claro que talvez não tivessem o aspecto que têm hoje - disse."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Araújo comenta em &lt;a href="http://66.228.120.252/ensaios/1474521"&gt;Recanto das Letras&lt;/a&gt;: "A arte imita a vida ou a vida imita a arte? Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Oscar Wilde, pensador e poeta irlandês do século XIX, declarava que a vida imita a arte muito mais que a arte imita a vida, todavia, parece a pergunta ter maior significado que qualquer resposta formulada. A vida, tanto por concepção como por desenvolvimento, é um processo criativo e, assim como a arte, tem sua origem na espiritualidade. Por isso, não seria errado deduzir que vida e arte se confundem e, como o ovo e a galinha, são farinha do mesmo saco."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S78m-eSjFMI/AAAAAAAAAMA/-7pD_BvpOOA/s1600/leda_vinci.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 288px; height: 382px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S78m-eSjFMI/AAAAAAAAAMA/-7pD_BvpOOA/s400/leda_vinci.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458124128120935618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;LEONARDO da Vinci&lt;br /&gt;Leda (copy- the original does not survive)&lt;br /&gt;1510-15&lt;br /&gt;Oil on panel, 112 x 86 cm&lt;br /&gt;Galleria Borghese, Rome&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Fontes: &lt;a href="http://obelogue.blogspot.com/2009/10/o-carteiro-quando-um-nao-quer-dois-nao.html"&gt;O Bologue&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.hps.cam.ac.uk/visibleembryos/s1_4.html"&gt;Visible Embryos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://wfera.tripod.com/respostasaoimpossivel/id39.html"&gt;Respostas ao Impossível&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.evo.bio.br/LAYOUT/GALINHAOVO.html"&gt;Criação ou Evolução&lt;/a&gt;. Leiam também em pdf: &lt;a href="http://journal.oraltradition.org/files/articles/15i/8_valk.pdf"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ex Ovo Omnia: Where Does The Balto-Finnic Cosmogony Originate? - The Etiology of an Etiology&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, por Ülo Valk.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-5909024323516919676?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/5909024323516919676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=5909024323516919676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/5909024323516919676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/5909024323516919676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/04/ex-ovo-omnia.html' title='Ex Ovo Omnia'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S78ohi0vh-I/AAAAAAAAAMI/7E4UNEPdrWc/s72-c/1_4_Box_exovo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4199110975960864526.post-7246764810060467589</id><published>2010-04-08T13:46:00.003-03:00</published><updated>2010-04-08T14:04:10.470-03:00</updated><title type='text'>Sinais no céu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S74IiUMeqKI/AAAAAAAAALk/icwXJNF4P7E/s1600/betelgeuse.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 267px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S74IiUMeqKI/AAAAAAAAALk/icwXJNF4P7E/s400/betelgeuse.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457809184049244322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;يد الجوزا&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;yad al-jawzā&lt;/i&gt;, ou "a mão do (guerreiro, homem) do centro"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contemplarmos a belíssima constelação de Orionte (ou Orion), podemos observar uma estrela vermelha que, segundo os árabes, correspondia a “mão do gigante”, dado que eles chamavam a esta constelação de “o Gigante”. Esta estrela é &lt;i&gt;Betelgeuse&lt;/i&gt;, a segunda estrela mais brilhante da constelação (visto da Terra), também é conhecida por &lt;i&gt;Alpha Orionis&lt;/i&gt; segundo a classificação de Johann Bayer.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Em 2009 o Nobel de Física Charles Townes e colegas calcularam que a estrela supergigante vermelha tinha perdido 15% de seu tamanho nos últimos 15 anos. Segundo os astrônomos responsáveis pelo estudo, como o raio da supergigante vermelha é de cinco unidades astronômicas, ou cinco vezes o raio da órbita da Terra, o encolhimento no raio da estrela equivale à distância da órbita de Vênus. Apesar da diminuição em tamanho, os pesquisadores apontam que a luz visível, ou magnitude, que é monitorada regularmente, não apresentou queda significativa no mesmo período. Apesar de Townes e seu orientando, Ken Tatebe, terem observado há alguns anos um ponto brilhante e inusitado na superfície de Betelgeuse, a estrela continua sendo vista como uma esfera simétrica. Betelgeuse está a aproximadamente 600 anos-luz da Terra.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S74Lj5Li8zI/AAAAAAAAALs/bUaBe3zEvfQ/s1600/ao-ori.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 265px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S74Lj5Li8zI/AAAAAAAAALs/bUaBe3zEvfQ/s400/ao-ori.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457812509692195634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Leiam mais em: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Betelgeuse"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=estrela-gigante-betelgeuse-esta-encolhendo-misteriosamente&amp;amp;id=010130090610"&gt;Inovação Tecnológica&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.solstation.com/x-objects/betelgeuse.htm"&gt;Sol Station&lt;/a&gt;. Fonte das imagens: &lt;a href="http://www.zenite.nu/15/1015.php"&gt;Astronomia no Zênite&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://astropt.org/blog/2009/07/31/betelgeuse/"&gt;AstroPT&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4199110975960864526-7246764810060467589?l=ecognose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecognose.blogspot.com/feeds/7246764810060467589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4199110975960864526&amp;postID=7246764810060467589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/7246764810060467589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4199110975960864526/posts/default/7246764810060467589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecognose.blogspot.com/2010/04/sinais-no-ceu.html' title='Sinais no céu'/><author><name>Eduardo Bayer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eoTwo9i7lfc/S74IiUMeqKI/AAAAAAAAALk/icwXJNF4P7E/s72-c/betelgeuse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
