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Gnosis vem de gignósko, conhecer. Para os ecognósticos a Ecognose é um conhecimento da natureza que brota do coração, o sentido da vida humana ao perceber-se em interação com a natureza universal, permitindo o encontro do homem com sua Essência fundamental.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Above the red pills
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Um futuro para os jovens estudantes indígenas do Acre
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
Memória Pano, Geoglifos e o Paititi
No Brasil geoglifos podem ser encontrados, principalmente na região do Vale do Acre, entre os rios Acre, Iquiri e Abunã, na rota que vai de Rio Branco à Xapuri (já foram encontrados também em outras regiões do Acre, em Rondonia e no Rio Grande do Sul). Nesta região, foram encontrados apenas geoglifos geométricos - círculos, quadrados, retângulos e espirais.
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Sendo assim, o que esperamos as pesquisas arqueológicas permitirão revelar, em especial nos geoglifos que foram menos destruídos por antropismos, é que houvessem relações entre os habitantes desse complexo civilizatório de selva e o Império dos Inkas.
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Em 2001 o arqueólogo italiano Mario Polia descobriu, nos arquivos do Vaticano, uma importante carta que faz parte da História Peruana, uma coleção de volumes escritos entre 1567 a 1625. O manuscrito, do qual se desconhece autor e data, descreve a narração feita pelo jesuíta Padre Andrea Lopez ao Padre Geral da Companhia de Jesus (Claudio Acquaviva, de 1581 a 1615, ou Muzio Vitelleschi, de 1615 a 1645), provavelmente nos primeiros anos do século XVII, e foi enviado ao Papa Clemente VIII. Além de descrever uma cidade que seria Paititi, relata um "milagre" ocorrido lá e a conversão de pessoas vinda do Reino de Paititi.
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Serge Huhn, em "Homens e Civilizações Fantásticas" (Hemus, 1971), assinala as pesquisas dos esoteristas europeus sobre o Paititi:
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A procura dessa civilização perdida nunca cessou. Só nos anos sessenta do século 20, o peruano Carlos Neuenshwander Landa realizou vinte e sete expedições em busca de Paititi, sobretudo na área do Parque Nacional do Manu. Em 1970 três aventureiros, o americano Nichols e os franceses Debrù e Puel desapareceram na zona do Parque Nacional do Manu procurando por Paititi. Em 1979, o casal franco-peruano Herbert e Nicole Cartagena, guiados pelo peruano Goyo Toledo, descobriram uma localização incaica, situada junto ao Rio Mameria, afluente do Nistron, por sua vez, afluente do Alto Madre de Dios, o que foi relatado em um livro, "Paititi, dernier refuge des Incas" (1981). Em 1980, Goyo Toledo retornou, a pé, até Mameria, a primeira pessoa a fazê-lo desde a época dos Incas. Sucessivos estudos conduzidos pelo explorador americano Gregory Deyermenjian tem comprovado que Mameria, mesmo não sendo Paititi, era um importante posto avançado incaico no vale do Rio Nistron para abastecer de coca o Império. Gregory Deyermenjian realizou numerosas expedições na região de Pantiacolla, remoto território entre Cusco e Madre de Dios. Descobriu, estudou e percorreu um antigo caminho inca pavimentado em pedra que, desde a Meseta de Pantiacolla conduz até a selva mas que, ainda não foi explorado completamente. Talvez lá encontremos indícios mais conclusivos sobre as relações estabelecidas em tempo do Império dos Inkas com as nações da selva amazônica.
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Neste ano do Centenário da Descoberta das Ruínas de Machu Picchu no Peru, e baseando-me no fato histórico de que foi no século 14 que o quinto Inka, Cápaq Yupanki (o mesmo que deu início a uma linhagem usurpadora, havendo conspirado contra seu irmão Tarko Wamán, herdeiro do Império), ordenou as primeiras entradas na região de selva para plantio de coca na área de Madre de Dios, quero propor a tese de que o nome de Paititi representa não uma cidade, mas todo o complexo civilizatório do qual hoje seus restos mais visíveis são os geoglifos encontrados no Brasil e Bolívia. Este complexo civilizatório seria composto por clãs tribais, uma confederação desses clãs. Ora, um clã constitui-se num grupo de pessoas unidas por parentesco e linhagem e que é definido pela descendência de um ancestral comum. Mesmo se os reais padrões de consangüinidade forem desconhecidos, não obstante os membros do clã reconhecem um membro fundador ou ancestral maior. Como o parentesco baseado em laços pode ser de natureza meramente simbólica, alguns clãs compartilham um ancestral comum "estipulado", o qual é um símbolo da unidade do clã. Quando este ancestral não é humano, é referenciado como um totem animal. No caso, esta confederação de clãs que existia até o século 14, teria sofrido desde então uma grande diáspora e consiste no que hoje conhecemos como Povos Pano. Muitos buscaram novas formas de unificação, em especial os Shipibo e Hunikuin, que hoje vem a ser os grupos mais numerosos no Peru e Brasil, respectivamente.
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A propósito, um relato do peruano Garcilaso de la Vega no século 16 nos é muito interessante por explicar como a forma com que os espanhóis passaram a celebrar a festa do Corpus Christi em Cusco desde 1571 esteve relacionada com um ancestral cortejo de clãs tribais que se realizava na capital do Império dos Inkas:
Uns vinham (...) vestidos com pele de puma, e suas cabeças encaixadas nas do animal, porque se prezavam descender de um puma. Outros traziam as asas de uma ave muito grande a que chamam condor colocadas nas costas, como as que usam os anjos, porque se prezam descender daquela ave. E assim vinham outros com outras divisas pintadas, como pontes, rios, lagos, serras, montes, cavernas, porque diziam que seus primeiros antepassados saíram daquelas coisas. Traziam outras divisas estranhas, como as roupas chapeadas de ouro e prata. Outros com guirlandas de ouro e prata; outros vinham como monstros, com máscaras feíssimas, e nas mãos peles de diversos animais, como que os houvessem caçado, fazendo grandes gestos, fingindo-se loucos e tontos, para agradar a seus reis de todas as maneiras, uns com grandezas e riquezas e outros com loucuras e misérias, e cada província com o que lhe parecia que era melhor invenção, de maior solenidade, de maior fausto, de maior disparate e loucura, que compreendiam bem que a variedade das coisas deleitava a vista e acrescentava gosto e prazer aos ânimos. Com estas coisas, e outras muitas que se podem imaginar, que já não acerto a descreve-las, solenizavam aqueles índios as festas de seus reis. Com as mesmas (aumentando-as em tudo o mais que podiam) celebravam em meus tempos a festa do Santíssimo Sacramento.
O cabildo da igreja e o da cidade faziam por sua parte o que convinha à solenidade da festa. Faziam um tablado no átrio da igreja, na parte de fora que sai à praça, onde punham o Santíssimo Sacramento em uma formosa custódia de ouro e prata. O cabildo da igreja se colocava do lado direito, e o da cidade do lado esquerdo. Junto a eles ficavam os incas que haviam sobrado do sangue real, para honrar-lhes e fazer alguma demonstração de que aquele Império era deles.
Os índios de cada localidade passavam com suas andas, com toda sua parentela e acompanhamento, cantando cada província em sua própria língua materna, e não na língua geral da corte (quíchua), para diferenciarem-se umas nações das outras. Levavam seus tambores, flautas, buzinas e outros instrumentos rústicos musicais. Muitas províncias levavam suas mulheres depois dos varões, que lhes ajudavam a tocar e cantar. Os cantares que iam dizendo eram em louvor de Deus Nosso Senhor, dando-lhe graças pela mercê que lhes havia feito em traze-los a seu verdadeiro conhecimento. Também rendiam graças aos espanhóis, sacerdotes e seculares, por haverem lhes ensinado a doutrina cristã (sic). Outras províncias iam sem mulheres, apenas os varões; enfim, era tudo semelhante ao uso no tempo de seus reis.
(...) Entrava cada nação por sua antiguidade (de acordo como foram conquistados pelos Inkas), que os mais modernos eram os primeiros, e assim os segundos e terceiros, até os últimos, que eram os incas. Estes iam adiante dos sacerdotes, em pelotão de menos gente e maior pobreza, porque haviam perdido todo seu Império, e suas casas e herdades, e suas propriedades particulares".
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Não deixem de ler "O inca pano: mito, história e modelos etnológicos", de Óscar Calavia Sáez. Visitem o site Geoglifos, e leiam também "Geoglifos do Acre - Novos Desafios para a Arqueologia Amazônica", de Denise Schaan, Miriam Bueno e Alceu Ranzi. No blog Mensageiros do Amanhecer, conheçam mais sobre os Geoglifos de Rondônia.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
Xinã Shabá
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A Invenção da Ayahuasca
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Fique bem claro que a função etnoterapêutica da Ayahuasca antecede a sua função religiosa, que foi instituída a partir da formação do trabalho do Mestre Irineu aqui no Acre. Essa função etnoterapêutica é a grande base, enquanto a função religiosa uma já adaptação ao uso da bebida por comunidades cristãs. E a partir daí, a "reinvenção" do uso da ayahuasca nos centros urbanos é um movimento de adaptação do uso da bebida por parte das "novas tribos". Onde, seguramente, a Ayahuasca novamente é um forte instrumento de construção de uma (nova) identidade étnica. Portanto, é um movimento cultural que deve ser acompanhado com atenção, não na esfera do Ministério da Justiça, como nos tempos passados, mas junto ao Ministério da Cultura, onde receba a colaboração técnica e científica para poder organizar tanto o resgate histórico quanto a sua promoção enquanto manifestação da diversidade amazônica. Afinal, a etnoterapêutica tradicional indígena do Acre, reinterpretada por uma nova geração de pajés-cantores, como Haru Kuntanawa, ShaneIhu Yawanawa, Fabiano Txaná Banê e José Banê Sales, dentre outros, vem encontrando um público cada vez maior em comunidades místicas do Brasil, Canadá e Europa. Através desse exemplo positivo de responsabilidade étnica tanto quanto ambiental é que deverá ser construído o futuro da Cultura da Ayahuasca no Brasil.
“A Reinvenção do Uso da Ayahuasca nos centros urbanos”, por Beatriz Caiuby Labate. Editora Mercado de Letras, 536 pp. Prêmio de melhor Tese de Mestrado em Ciências Sociais em 2000, da ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais)
“O comércio da cultura: o caso dos povos amazônicos”, por Jean-Pierre Chaumeil. Boletim do Instituto Francês de Estudos Andinos, 2009, disponível em formato pdf na internet: http://www.ifeanet.org/publicaciones/boletines/38(1)/61.pdf
Mãe Ayahuasca
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| MADRE AYAHUASCA - 24kt gold water gilt/oil on wood 25"X20"(2008). Fonte: The Road and the Wilderness |
llevame hacia el sol
de la savia de la tierra hazme beber
llevame contigo hacia el sol
del sol interior hacia arriba
hacia arriba subiré madre
úsame, háblame, enseñame
enseñame a ver
a ver mas allá
a ver al hombre dentro del hombre
a ver el sol dentro y fuera del hombre
enseñame a ver, madre
usa mi cuerpo, hazme brillar (bis)
con brillo de estrellas con calor de sol (bis)
con luz de luna y fuerza de tierra
con luz de luna y calor de sol, madre
Madre ayahuasca llevame hacia el sol.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Situação Brasil

A partir da segunda metade da década de 90 - e mais ainda depois da crise do capitalismo internacional -, grandes corporações internacionais, financiadas pelo capital financeiro, passaram a avançar sobre a agricultura brasileira: terras, água e sementes, produção e industrialização de alimentos e na comercialização de agrotóxicos.
Nesse processo, o agronegócio tenta impedir o desenvolvimento da pequena agricultura e da Reforma Agrária e consolidar o seu modelo de produção, baseado na grande propriedade, monocultura, expulsão da mão-de-obra do campo com o uso intensivo de máquinas, devastação ambiental e na utilização em grande escala de agrotóxicos.
Compra de terras por empresas estrangeiras
Dados do Incra apontam que nos últimos anos foram vendidos pelo menos 4 milhões de hectares para pessoas e empresas estrangeiras. Isso prejudica os interesses do povo brasileiro e debilita a soberania nacional sobre os nossos recursos naturais. O governo federal demonstrou preocupação com essa ofensiva, até porque as empresas usam subterfúgios para desrespeitar a legislação em vigor. Um diretor da empresa finlandesa de papel e celulose Stora Enso admitiu que criou uma empresa no Brasil para burlar a lei, comprar ilegalmente 46 mil hectares na fronteira sul do país e implantar o monocultivo de eucalipto.
Só no setor sucro-alcooleiro, por exemplo, empresas transnacionais já compraram 30% de todas as usinas com suas fábricas e terras. No entanto, isso ainda não aparece nos cadastros do instituto, que apresenta números sub-estimados. Esperamos que o governo cumpra a sua promessa e aprove o quanto antes a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para impedir a compra de terras por estrangeiros, inclusive com a anulação dos títulos das terras já vendidos.
Arroz transgênico da Bayer
Nas últimas semanas, o agronegócio tenta avançar com seu projeto para a agricultura brasileira em duas frentes: mudanças no Código Florestal Brasileiro e na liberação do arroz transgênico. Enquanto a flexibilização da lei ambiental viabiliza o desmatamento para a expansão do agronegócio, os transgênicos passam o controle das sementes dos agricultores para a propriedade privada de cinco empresas transnacionais. Com isso, Bayer, Basf, Monsanto, Cargill e Syngenta criam patentes e impõem os royalties àqueles que produzem.
Os movimentos camponeses, ambientalistas e entidades de direitos humanos tivemos uma vitória importante com a pressão social e política contra a liberação do arroz da Bayer, que retirou a proposta da pauta de votação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), nesta quinta-feira. Essa variedade de arroz, por causa do consumo popular, não está liberada em nenhum país do mundo - nem nos Estados Unidos nem na Alemanha (país de origem da Bayer). Felizmente, No entanto, foi um recuou momentâneo da transnacional das suas pretensões e precisamos ficar atentos para acompanhar as suas movimentações.
A aprovação do arroz transformaria o Brasil em uma cobaia. Os impactos de liberação da transgenia no arroz, que está na mesa dos brasileiros no almoço e no jantar, seriam extremamente negativos. Em primeiro lugar, não há estudos que atestem que não há prejuízos à saúde humana do consumo de transgênicos.
Em segundo lugar, os produtores de arroz tradicional poderão ter suas colheitas contaminadas pelo arroz Liberty Link. Nos Estados Unidos, testes contaminaram pelo menos 7 mil produtores de arroz, que processam a Bayer pelos prejuízos. Com isso, poderíamos ter a conversão de todas as lavouras tradicionais de arroz em transgênicas. Além disso, mesmo sem comprar essas sementes, os camponeses teriam que pagar royalties à empresa alemã.
Em terceiro lugar, aumentaria a utilização de venenos nas lavouras do nosso país, que utilizou 1 bilhão de litros no ano passado, ocupando o primeiro lugar no ranking mundial. Há pesquisas que demonstram que o glufosinto, utilizado nas pulverizações da variedade desenvolvida pela Bayer, é tóxico para mamíferos e pode dificultar a atividade do cérebro humano.
O médico Wanderlei Antonio Pignati, doutor em saúde e ambiente, pesquisador da Fiocruz e professor da Universidade Federal do Mato Grosso explica que as grandes indústrias fazem sementes dependentes de agrotóxicos e fertilizantes químicos porque também são produtoras desses venenos.
O recuo da Bayer representa uma pequena vitória da sociedade brasileira, principalmente porque demonstra que é possível enfrentar e impor derrotas às empresas transnacionais.
Mudanças no Código Florestal
Em relação ao Código Florestal, a votação do relatório apresentado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) está prevista para o começo de julho. O texto do projeto de lei beneficia os latifundiários do agronegócio, com a abolição da Reserva Legal para agricultura familiar, a possibilidade de compensação fora da região ou da bacia hidrográfica e a transferência da responsabilidade de definição da legislação ambiental para os Estados e Municípios.
Mais preocupante para a Reforma Agrária é a anistia a todos os produtores rurais que cometeram crimes ambientais até julho de 2008. Áreas que não cumprem a função social e, de acordo com a Constituição, deveriam ser desapropriadas e destinadas para os trabalhadores rurais sem-terra, continuarão nas mãos dos latifundiários. Ou seja, com a aprovação do novo código, o Congresso Nacional modificará a Constituição apenas para atender os interesses daqueles que monopolizam as terras em nosso país.
Enquanto as empresas do agronegócio comemoram discretamente, os ruralistas estão eufóricos com a possibilidade de legitimar o desmatamento já realizado e abrir a fronteira agrícola sobre as nossas florestas e áreas de preservação. O que não se esperava mesmo era que os setores mais conservadores encontrassem nesse ponto um apoiador fora do ninho, que mereceu até mesmo elogios da senadora Kátia Abreu (DEM), que há pouco tempo tentava se cacifar para ser candidata a vice-presidente de José Serra (PSDB). Uma vez que Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e porta-voz do setor mais reacionário dos latifundiários, é a principal defensora dessas mudanças, fica evidente quem se beneficiará com as propostas do deputado Aldo Rebelo.
Até agora, muitas vozes se levantaram contra essa proposta, como as igrejas, entidades ambientalistas, parte importante do movimento sindical e movimentos populares, especialmente a Via Campesina Brasil, que manifestaram repúdio ao projeto. Um abaixo-assinado colheu milhares de assinaturas para sensibilizar o Congresso, parlamentares progressistas pediram vistas ao relatório e o Ministério do Meio Ambiente se colocou contra as propostas. O próprio governo, cujo o partido político do deputado Aldo Rebelo compõe a base parlamentar, veio a público para criticar o projeto.
Esperamos que a pressão da sociedade consiga evitar a destruição da legislação ambiental e a devastação do conceito de função social da propriedade, que determina a realização da Reforma Agrária. Em vez de acabar com o Código Florestal, precisamos manter os seus princípios e aperfeiçoá-lo, preservando a natureza em benefício de toda a população e das gerações futuras.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Palavras do Dalai Lama

· Dê mais às pessoas, MAIS do que elas esperam, e faça com alegria.
· Decore seu poema favorito.
· Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.
· Quando disser "Eu te amo" olhe as pessoas nos olhos.
· Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.
· Acredite em amor à primeira vista.
· Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
· Ame profundamente e com paixão.
· Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
· Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.
· Não julgue as pessoas pelo seus parentes.
· Fale devagar mas pense com rapidez.
· Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: "Porque você quer saber?".
· Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
· Ligue para sua mãe.
· Diga "saúde" quando alguém espirrar.
· Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
· Quando você perder, não perca a lição.
· Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.
· Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
· Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
· Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
· Passe mais tempo sozinho.
· Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
· Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
· Leia mais livros e assista menos TV.
· Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.
· Confie em Deus, mas tranque o carro.
· Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
· Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.
· Não fale do passado.
· Leia o que está nas entrelinhas.
· Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
· Seja gentil com o planeta.
· Reze. Há um poder incomensurável nisso.
· Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.
· Cuide da sua própria vida.
· Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.
· Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
· Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.
· Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
· Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.
· Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
· Usufrua o amor e a culinária com abandono total.
Fonte: Pensador
terça-feira, 8 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Um imã espiral
Assim chamada em homenagem a Pierre de Fermat que a estudou em 1636, quando tinha apenas 25 anos de idade, a "espiral de Fermat" (igualmente conhecida como uma espiral parabólica) é um tipo da espiral Archimedean. Em phyllotaxis do disco (girassol, margarida), a malha das espirais ocorre em números de Fibonacci porque a divergência (ângulo da sucessão em um único arranjo espiral) aproxima a relação dourada. A forma das espirais depende do crescimento dos elementos gerados sequencialmente. Em phyllotaxis do maduro-disco, quando todos os elementos são o mesmo tamanho, a forma das espirais é aquela de espirais-ideal de Fermat. Isso é porque a espiral de Fermat atravessa anéis iguais em voltas iguais.
sábado, 8 de maio de 2010
Aforismas
Aforismas de Gurdjieff:* Para o homem a mais alta realização é ser capaz de fazer.
* Quanto piores as condições de vida, melhores serão os resultados do trabalho - contanto que nos lembremos continuamente do trabalho.
* Lembre-se de você mesmo, sempre e em toda parte.
* Lembre-se de que você veio aqui, porque compreendeu a necessidade de lutar contra si mesmo. Agradeça, portanto, a quem lhe proporcione a ocasião para isso.
* Aqui podemos dar uma direção e criar condições - mas não ajudar.
* Saiba que esta casa só pode ser útil aos que reconheceram sua nulidade e crêem na possibilidade de mudar.
* Se você sabe que isto é mal e, apesar de tudo, o faz, comete um pecado difícil de redimir.
* O melhor meio de ser feliz nessa vida é poder considerar sempre exteriormente - nunca interiormente.
* Não ame a arte com seus sentimentos.
* O verdadeiro sinal de que um homem é bom, é ele amar seu pai e sua mãe.
* Julgue os outros conforme o que você é e raramente se enganará.
* Só ajude aquele que não é um ocioso.
* Respeite todas as religiões.
* Amo aquele que ama o trabalho.
* Podemos somente nos esforçar para nos tornarmos capazes de ser Cristãos.
* Não julgue um homem pelo que contam dele.
* Leve em conta o que as pessoas pensam de você - e não o que dizem.
* Junte a compreensão do Oriente e o saber do Ocidente - e, em seguida, busque.
* Só aquele que puder zelar pelo bem dos outros merecerá seu próprio bem.
* Só o sofrimento consciente tem sentido.
* Vale mais ser temporariamente um egoísta do que nunca ser justo.
* Se quiser aprender a amar, comece pelos animais; eles são mais sensíveis.
* Ensinando aos outros, você mesmo aprenderá.
* Lembre-se de que aqui o trabalho não é um fim em si mesmo. É apenas um meio.
* Só pode ser justo quem sabe se pôr no lugar dos outros.
* Se você não for dotado de espírito crítico, sua presença aqui é inútil.
* Aquele que tiver se libertado da "doença do amanhã" terá uma chance de obter o que veio procurar aqui.
* Feliz aquele que tem uma alma. Feliz aquele que não a tem. Infelicidade e sofrimento para aquele que só tem a semente dela.
* O repouso não depende da quantidade, mas da qualidade do sono.
* Durma pouco, sem se queixar.
* A energia gasta para um trabalho interior ativo se transforma imediatamente em nova reserva. A que é gasta para um trabalho passivo se perde para sempre.
* Um dos melhores meios de despertar o desejo de trabalhar sobre si mesmo é tomar consciência de que a gente pode morrer de uma hora para outra. E isso, é preciso aprender a não esquecê-lo.
* O amor consciente desperta o mesmo em resposta. O amor emocional provoca o contrário. O amor físico depende do tipo e da polaridade.
* A fé consciente é liberdade. A fé emocional é escravidão. A fé mecânica é estupidez.
* A esperança inquebrantável é força. A esperança mesclada de dúvida é covardia. A esperança mesclada de temor é fraqueza.
* Ao homem é dado um número limitado de experiências - se ele não as desperdiçar, prolongará sua vida.
* Aqui não há russos, nem ingleses; nem judeus, nem cristãos. Há somente homens que perseguem a mesma meta: se tornarem capazes de ser.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Haxixe, Sufis e Islã
Por Chema Ferrer Cuñat, coordenador da revista “El Trotamundos”, em LOS TEMPLARIOS Y LA SECTA DE LOS ASESINOS, págs. 405-431. In: “Codex Templi – Los mistérios templarios a La luz de La historia y de La Tradición”. Coord: Fernando Arroyo Durán. Madrid, Santillana – Aguilar, 2005.
“(...) O fundador da seita dos Assassinos, em 1090, foi o carismático Hasan al Sabbah, conhecido como ‘O Velho da Montanha’.
A chamada ‘seita dos hashshashin’ ou Assassinos derivou do ismaelismo (xiismo septimano) e das doutrinas dos sufis, consideradas desviadas e heréticas pelo Islã. Estavam também imbuídos do esoterismo grego-alexandrino, ou seja, o hermetismo e o neoplatonismo. Tal foi sua fama que, até o mesmíssimo Marco Polo (c.1254-1324) relatava a Rastichello de Pisa, o escritor que plasmou suas viagens no ‘Livro das Maravilhas do Mundo’, quem eram aqueles misteriosos cavaleiros islâmicos. Foi tanta sua popularidade, por cometer crimes e magnicídios entre os mais relevantes personagens de seu tempo, que, segundo outras teorias, o apelativo de hashshashin ou hashashiyyin (comedores de haxixe ou drogados de haxixe) derivou até o conceito de ‘assassino’. Apesar de que o significado deste vocábulo estava vinculado aos ‘comedores de erva’, a fama daquela gente variou o sentido que se deu na Europa: em numerosas línguas ocidentais, um ‘assassino’ é o criminoso que comete um homicídio. Cabe assinalar, entretanto, que aos membros desse exército secreto eram também chamados ghulat (fanáticos) por seus inimigos, e que no Ocidente foram conhecidos como Assassinos, o que não lhes faz justiça de todo. Parece que Marco Polo se confundiu ao ouvi-los chamar hashshashin. Acreditou o célebre viajante e comerciante veneziano que tal denominação se devia a que seu cruel fanatismo era estimulado pelo consumo de haxixe. Daí se deriva, em várias línguas românicas, a palavra ‘assassino’. Mas a verdade parece ser outra. Se acreditamos no grande escritor de origem libanesa Amin Maalouf, em seu livro magistral Samarcande, a palavra provém da forma como Hasan al Sabbah costumava chamá-los: assasiyoum, ou seja, fiéis ao Assa, ou seja, ao Fundamento da Fé. Eram também chamados os fidai, ou seja ‘os que se sacrificam’. Portanto, uma forma mais correta de chamá-los seria assassis ou assacis.
(...)
O chamado ‘haxixe’ é uma concentração de pólen extraído das flores da planta do cânhamo. Dependendo da variedade concreta da planta, concentra em maior ou menor medida umas substâncias chamadas ‘canabinóides’, de poderosos efeitos alucinógenos.
A relação do cânhamo e seus derivados com os povoadores da Ásia tem origens ancestrais e ainda se discute se foi esta planta ou o trigo a primeira que se utilizou quando nasceu a agricultura. Não é pouco dizer que a tradução da palavra árabe hashish é a mesma que ‘erva’. Do cânhamo se extraíam fibras com as quais se confeccionavam tecidos muito resistentes; esmagado e formando espessa pasta se fabricava o papel: a cidade de Biblos (Síria) se fez famosa por sua qualidade e monopólio inicial; com o cânhamo se trançavam cordas; da moenda de suas sementes se extraía farinha e de sua prensa, um óleo muito nutritivo. Suas florações se utilizavam em práticas terapêuticas e religiosas: desde os ritos xamânicos das sociedades mais primitivas, até os cerimoniais mais sofisticados das religiões persa e bramânicas.
Os árabes conheceram a farmacopéia derivada do cânhamo e seu uso como droga do ócio através dos botânicos e médicos gregos; este singular produto chegava da Índia através da Rota das Especiarias. As traduções ao árabe de autores como Dioscórides ou Galeno permitiram que as elites muçulmanas conhecessem as propriedades daquela planta; mas será no século X que o mundo árabe adquirirá o conhecimento mais profundo sobre as aplicações do cânhamo. Neste impulso teve muita participação a tradução de um livro escrito em aramaico, intitulado ‘Agricultura Nabatéia’.
Mas, que ensinava a doutrina do Islã a respeito deste tipo de substâncias? Os ensinamentos do Alcorão não rechaçavam o álcool ou outras substâncias embriagantes, mas sim alertavam sobre seu uso inadequado e induziam o crente a evitá-las; de fato, apenas em algumas poucas ocasiões foram proibidas taxativamente. Ao contrário, o uso de cannabis – naquela época, unicamente ingerido e nunca fumado - , foi considerado muito indicado entre os adeptos do novo movimento sufi, já que facilitava a comunhão direta com Deus que tanto apregoavam. Estimulavam, mediante o uso destas drogas, a chamada consciência mística. O consumo de haxixe se converteu em um ato a mais de sua religião. O poeta Mamad Ibn Rustum al Isirdi (1222-1258) diria: ‘O haxixe é o segredo com que o espírito se eleva até os mais sublimes lugares, uma ascensão celestial de um espírito livre de ataduras corporais e mundanas’.
Pelo aspecto ascético e sua posição contracultural, os sufis sempre foram incômodos, tanto para o comum da sociedade como para seus dirigentes. Até hoje chega o eco daqueles crentes entre a visão das danças místicas dos dervixes giróvagos da Anatólia, que bailam sob os efeitos da cannabis, substância que lhes ajuda a sobrelevar as longas horas de jejum, oração e meditação prévias.
Do consumo do cannabis entre os pertencentes à seita sufi, dava notícia o viajante e botânico hispano-muçulmano Ibn al Baytar al Malqi, que nasceu em Málaga e morreu em Damasco no ano de 1248. Contava que seu primeiro encontro com o cannabis foi no Egito; lá observou que os sufis cozinhavam as folhas e inflorações a fogo lento, até que se secavam. Logo, as prensavam e formavam uma espécie de pílulas, acabando-as de tostar com gergelim e açúcar. As comiam com fruição, como se fossem guloseimas. De seu consumo desmedido, Al Malqi contava: “Os sufis que consomem o haxixe demonstram constantemente seu efeito pernicioso, já que debilita suas mentes, aparecem como maníacos e inclusive os leva até a morte’.
No ano de 1253, o sultão do Egito, Najm al Din Ayyub, ordena o corte e queima das plantas de cânhamo que tradicionalmente se cultivavam em um jardim da cidade do Cairo, chamado Kafur. Tamanha era a demanda, que os camponeses dos arredores, ao saber que a lei só afetava à cidade, decidiram plantá-lo em seus campos e fazer do mercado de haxixe um próspero negócio.
No mundo islâmico da Idade Média, os ataques contra o consumo desmedido de haxixe cresciam na mesma medida em que se considerava fonte de heterodoxia na religião e gerava problemas de ordem. Uma vez condenada sua possível ação terapêutica, o cânhamo passa a fazer parte dos tratados sobre enfermidades, como o escrito por Badr al Din al Zarkasi: ‘As folhas do cânhamo cultivado produzem dor de cabeça, consomem e secam o sêmen e geram muitas cavilações (...) ; provoca febre héctica, tuberculose, hidropsia e sodomia passiva’...
De sodomia se acusava com frequência os sufis e, por extensão, aos Assassinos, já que se entendia que a sodomia era o resultado de padecer a doença descrita como ‘sodomia passiva’. Esta seria uma doença na qual se inflamam os músculos que rodeiam o ânus e incitariam, ao que a padeceriam, a que continuamente se esteja coçando, chegando a ponto de desejar ser sodomizado, em busca de alívio. Fica claro que não se tratava de uma conjetura muito científica.
A notícia sobre o uso do cannabis entre os povos do Oriente chega na Idade Média a Europa, da pena do abade Arnoldo de Lübeck (séc. XII); em sua obra Cronica Slavorum, este religioso conta os efeitos do cânhamo entre certas seitas otomanas – os dervixes, seguramente – e nomeia a outros, chamados ‘assassinos’, dos quais se conta que cometem seus crimes sob o efeito alucinógeno dessa planta. Na Espanha se escutará pela primeira vez a palavra ‘assassino’ quando Alfonso X ‘o Sábio’ a inclua sem suas famosas cantigas, no século XIII.”

Para se ler Poemas de Rumi, visitem: Sertão do Peri e Rumi Network
sábado, 1 de maio de 2010
Tritão, um planeta capturado
Imagem: AstronooEuzinho da silva, Eduardo Bayer, nas planuras do Rio Grande do Sul, tive uma curiosa participação na descoberta de Éris. Dias antes, e até foi documentado pois quis contá-lo na lista "Terramistica" de que participava, tive um curioso sonho. Estava com uma tacha dourada, esses chamados percevejos, virado de cabeça para baixo, como uma antena minúscula, sobre uma Bíblia que tinha sobre as pernas, e lia assim esse trecho: "e um grande planeta desapare ..." (as letras desapareciam). Eu me indagava de como podia ser isto das letras terem também desaparecido e uma voz me explicava que, junto de Netuno, havia algo que os cientistas ainda não se haviam percatado, mas que era uma verdadeira bomba armada. E quando isso acontecesse, todo o sistema seria movido e transformado.
Ora, o que tenho eu a ver com visões celestiais, minúsculo aqui na face do planeta Terra? Mas por aqueles dias um hacker espanhol entrou no site do observatório da Califórnia e divulgou a descoberta de Brown sobre Éris, na época ainda não nomeado, obrigando o descobridor a declarar-se de uma vez à mídia mundial. Eu achei curioso saber sobre a órbita excêntrica do novo planeta, e escrevi um mail para Michael Brown, indagando se ele passaria próximo a Netuno, pois tivera este sonho... Surpreendentemente, o cientista me respondeu e ainda conversamos umas duas vezes. Ficou claro que as observações preliminares eram insuficientes para traçar a equação da elipse desenvolvida por Éris, e ainda tenho minhas dúvidas.
Os fatos sobre Tritão são de que este não é um satélite de Netuno e sim um planeta que se moveu para a sua órbita durante alguma catástrofe anterior (a destruição de Tiamat e o surgimento da Terra e do cinturão de asteróides?). Tritão é um planeta, o mais frio do sistema solar, e gira em sentido contrário ao sentido em que gira Netuno, ficando claro que um dia estes virão a colidir. Ora, Netuno é um gigante, que marca o limite entre os planetas próximos ao Sol e os mais distantes, exercendo papel de equilíbrio de massa nessa distribuição. Terá sido aquele meu sonho premonitório? E nesse caso, qual minha função nesse teatro do universo?
Mais sobre Tritão, leiam em Solar Views. Também em Sumerian Civilization and Buddhist Lore






